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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O GOVERNO ECLESIÁSTICO NA PERSPECTIVA BÍBLICA, HISTÓRICA E DENOMINACIONAL ASSEMBLEIANA

O GOVERNO ECLESIÁSTICO NA PERSPECTIVA BÍBLICA, HISTÓRICA E DENOMINACIONAL ASSEMBLEIANA



Na medida em que a Igreja de Jesus se expandia, houve a necessidade de que um governo devidamente organizado fosse estabelecido. Sobre isso nos diz Berkhof:

Enquanto que Cristo delegou poder à Igreja como um todo, também providenciou para que este poder fosse exercido ordinária e especificamente por órgãos representativos, separados para a manutenção da doutrina, do culto e da disciplina.[1]
 
Discorrendo sobre o assunto, Grudem nos alerta que a forma de governo da igreja não é uma doutrina central como a trindade, a divindade de Cristo, a expiação vicária, ou autoridade das Escrituras. Dessa forma, em razão também da falta de dados mais claros no Novo Testamento, as divergências de modelos presentes no curso da história e na atualidade são inevitáveis.[2]
 
O governo da Igreja existe a partir da concessão soberana e graciosa de dons do Espírito para tal serviço:

[...] tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé; se ministério, dediquemo-nos ao ministério; ou o que ensina esmere-se no fazê-lo;ou o que exorta faça-o com dedicação; o que contribui, com liberalidade; o que preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. (Rm 12.6-8, ARA)

O termo grego traduzido por “preside” é proistámenos, que significar liderar, dirigir, cuidar de, prover.[3] Transmite a ideia de estar no primeiro lugar[4], ou ainda de “influenciar outros de tal forma que sigam um procedimento recomendado”.[5]
 
A uns estabeleceu Deus na igreja, primeiramente, apóstolos; em segundo lugar, profetas; em terceiro lugar, mestres; depois, operadores de milagres; depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. (1 Co 12.28, ARA)

O termo “governos”, traduzido do grego kyberneséis, inclui a ideia de um dom que habilita à liderança e administração[6]. Refere-se literalmente à pilotagem de um navio. Estando plural, o termo indica “provas de habilidade para manter uma posição de liderança na igreja”.[7] O dom de governos ou liderança, pode implicar em algumas línguas na capacidade dada por Deus de influenciar pessoas, fazendo com que elas voluntariamente se tornem seguidoras.[8]

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. (Ef 4.11-14)

A lista de Efésios 4.11 é intitulada geralmente de “Dons Ministeriais”, como no caso da Bíblia de Estudo Pentecostal, que oferece a seguinte definição: “Este versículo alista os dons de ministério (i.e., líderes espirituais dotados de dons) que Cristo deu à igreja”[9] , tendo com objetivo preparar o povo de Deus para o trabalho cristão e para o crescimento e desenvolvimento espiritual do corpo de Cristo. Outro termo utilizado para classificar a referida lista é “Ministérios de Liderança”.[10]

Considerando o tema, Williams nos adverte para o fato de que num sentido mais amplo e genérico, qualquer que seja o lugar que alguém ocupe na igreja de Jesus Cristo, deve ser considerado um ministro, ou seja, aquele que serve, do grego diakonos.[11]
 
Voltando ao sentido mais específico do termo “Ministério”, temos a designação de alguém comissionado para desempenhar algum serviço no âmbito da liderança na igreja, devidamente reconhecido por esta, mediante a sua ordenação pública.

Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram. [...] Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros. (Hb 13.7, 17, ARA)

O termo “guia”, do grego egoumévon, traduz a ideia de conduzir, dirigir, liderar, comandar. Estes devem comunicar a palavra de Deus e cuidar (vigiar, velar) da alma dos discípulos, enquanto são honrados com obediência, confiança, rendição (Gr. peíthesthe) e submissão, sujeição (Gr. hypeíkete)[12]

As Formas de Governo Eclesiástico ao Longo da História 

A estrutura governamental na Igreja Primitiva constituía-se originalmente dos discípulos e por um único ministério de liderança, ocupado pelos apóstolos (At 1.15-26). Com o crescimento do número de discípulos surgiram dificuldades, e com elas a necessidade de um corpo auxiliar de “ministros” ou “oficiais”, designados de bispos, presbíteros, e diáconos. (At 6.1-7; 14.21-23; 15.6,22; 16.4; 20.17-18, 28-35; Fp 1.11; Tm 3.1-13; Tt 1.5-9; 1 Pe 5.1-4; 2.25). As grandes decisões da igreja eram tomadas com a participação dos oficiais e dos discípulos (At 1.15-26; 6.1-6; 15.6-12, 22-28). 


O segundo século foi marcado pela ascensão e primazia dos bispos sobre os outros presbíteros, considerados sucessores diretos dos apóstolos. O primeiro a defender tal ideia foi Inácio de Antioquia, mas Irineu de Lion é quem a fortaleceu as suas bases através do ensino, encorajando assim a institucionalização das estruturas da igreja.[13] O caminho estava aberto para em meado do século VI, Gregório, o Grande, bispo de Roma, ser considerado o primeiro papa da então Igreja Católica, o bispo sobre os demais bispos da igreja.


 Ao longo dos séculos, e mais especificamente após a reforma Protestante, a igreja adotou várias formas ou sistemas de governo, onde dentre os quais se destacam:

- O Episcopal: O governo é centralizado num líder acima de todos os demais líderes ou oficiais, tendo por base a ideia da sucessão apostólica.

- O Congregacional: O governo é centralizado nos membros da igreja. Os oficiais são meros empregados para a função de ensino, e para atenderem as necessidades administrativas estabelecidas pelos membros. 

- O Presbiterial: O governo é centralizado num conselho representativo ou presbitério, eleito pela igreja local.

O Governo Eclesiástico nas Assembleias de Deus no Brasil

O sistema de governo assembleiano é predominantemente episcopal, mas não no sentido estrito ou radical do termo, visto que os ministros auxiliares, presbíteros, e inclusive a própria igreja de forma geral, participam de algumas decisões sobre questões administrativas e eclesiais. 

Uma grande ênfase na hierarquia é dada, onde os pastores estão no topo da pirâmide entre os oficiais da igreja, e os cooperadores ou auxiliares oficiais na base dela. Tal modelo é resultado da influência dos sistemas de governos eclesiásticos das igrejas alcançadas pelo Movimento Pentecostal no Brasil, junto com a perspectiva teológica eclesial dos pioneiros e missionários suecos. Sobre a concepção pentecostal sueca de governo eclesial e funções ministeriais, escreve Araújo:

No pentecostalismo sueco, o crente que tivesse o propósito de se tornar um pregador pentecostal e chegar ao topo da coletividade deveria se matricular numa escola bíblica. Depois de ter aulas sobre interpretação bíblica e homilética, além de outros assuntos, o aluno tornava-se um evangelista, apto para explicar o texto bíblico em hebraico e grego. Com o título de “evangelista”, ele deveria sair ao campo dentro do país. Mulheres também podiam se tornar evangelistas ou missionárias, mas não lhes era permitido ser “pregadora”. Era importante que o evangelista se tornasse um “sacerdote assistente”, ao lado de um pastor conhecido. Desta forma, seria mais fácil para ele também ficar conhecido. Isso lhe era necessário em relação a promoções futuras.Era importante também que o evangelista atuasse como pregador da igreja durante algumas semanas. Com isso, ele passava a fazer parte da coletividade de pregadores e era reconhecido como tal. Quando era incluído no caminho da promoção, ele recebia uma “convocação”, e não era mais chamado de evangelista, mas de ”pregador”. Depois disso, ele podia ser convocado para ser um “bispo” (pastor). Então, ele permanecia no último e fundamental posto. Ele deveria ser um divulgador vibrante da obra. Era reconhecido por Estocolmo e deveria manter sua posição e comunhão com a comunidade de pregadores pentecostais.[14]

A narrativa acima ajuda-nos a entender, em primeiro lugar, que o ensino bíblico-teológico, incluindo o domínio das línguas originais da Bíblia, fazia parte do preparo do obreiro sueco. Os missionários suecos que cooperaram na implantação e expansão das Assembleias de Deus no Brasil se enquadravam neste perfil.  Não foram eles, com certeza, que fomentaram no meio assembleiano a aversão ao estudo bíblico-teológico. Aliás, a grande questão nunca foi a necessidade ou não de preparo bíblico-teológico dos obreiros nacionais, mas onde, e de que forma isso se daria.

Em segundo lugar, se evidencia as origens históricas e conceituais da grande ênfase dada no contexto assembleiano brasileiro daquilo que podemos chamar de “plano de cargos e carreira ministerial”, da “corrida” ou “disputa” pelo topo no ministério eclesiástico, concepções que não encontram fundamento algum nas Escrituras.

Os Oficiais nas Assembleias de Deus no Brasil

A assembleia de Deus é uma denominação evangélica. O termo "denominação" foi primeiramente usado por um pequeno grupo dentre os puritanos que defendiam o sistema congregacional, e implicava em que uma associação especial de cristãos era simplesmente parte da igreja cristã total, chamada, ou denominada, por um nome em particular.


Os oficiais da igreja são pessoas publicamente reconhecidas como detentoras do direito e da responsabilidade de desempenhar certas funções para o benefício de toda a igreja.[15]

Não há também uniformidade na igreja cristã evangélica sobre os ofícios. Dependendo do modelo de governo, tais ofícios ou títulos variam.  Tal variação, na prática, diz respeito à forma de escolha dos candidatos (por indicação ou eleição), no método de ordenação ou consagração, na nomenclatura dos cargos, na disposição hierárquica, e nas atribuições dos oficiais. 

Alguns estudiosos consideram os termos pastor, bispo e presbítero como sinônimos[16], enquanto outros consideram funções distintas.[17] Desde a Reforma Protestante, a Igreja evangélica, ao referir-se ao seu líder pastoral local, passou a utilizar o título de pastor.[18]

No contexto denominacional assembleiano, de forma geral, excetuando-se alguns casos em certas regiões do país, os oficiais da igreja são denominados e classificados como Pastores, Evangelistas, Presbíteros, Diáconos e Cooperadores ou Auxiliares Oficiais.  

As bases teóricas e argumentativas para a distinção nas Assembleias de Deus no Brasil, entre os que são chamados de “Ministros” (pastores e evangelistas), diferenciando-os dos presbíteros, foram lançadas pelo missionário e evangelista sueco Nils Kastberg:

O missionário sueco Nils Kastberg escreveu, em seu artigo “Os presbíteros”, publicado no Mensageiro da Paz de agosto de 1936, p. 2, 2ª quinzena, que a Bíblia mostra, “com toda clareza”, que há duas qualidades de presbíteros. Uma qualidade é a de apóstolos, pastores e ensinadores que também são presbíteros, com base em Ef 4.11 e 1 Pe 5.1, e nos “anjos” das sete cartas do apocalipse, que, em primeiro lugar, tinham responsabilidade pelo trabalho na igreja. Esta classe de presbítero mencionada nestes textos bíblicos, segundo Kastberg, é a que, em geral, representa os que são chamados inteiramente para o ministério, e que têm o seu sustento, completo ou em parte, da igreja onde trabalham, ou de outra igreja que queiram, por algum motivo, auxiliar, ou seja, aquela que o presbítero dirige como pastor.[19]

O pensamento de Kastberg veio a influenciar as resoluções convencionais em torno da questão. Em 1937, na Assembleia de Deus em São Paulo-SP, após intensos debates, os convencionais compreenderam, com base nos textos de 1 Pedro 5.1, Atos 20.28 e 1 Timóteo 5.17, que, em certos casos, parecia haver uma diferença entre anciãos e anciãos com chamada ao ministério, e estabeleceram, assim, a hierarquia eclesiástica que até hoje prevalece nas Assembleias de Deus no Brasil.[20]

Na Convenção Geral de 1946, realizada na Assembleia de Deus em Recife-PE, foi aprovado que só poderiam participar das sessões convencionais “os missionários, pastores e evangelistas”, enquanto “os auxiliares, presbíteros e diáconos” só poderiam tomar parte “com a devida recomendação de seus respectivos pastores e sem direito à votação”.[21]

Dessa forma, estava sacramentada nas Assembleias de Deus no Brasil, a ideia de que ministros (pastores e evangelistas) e presbíteros não pertenciam à mesma “classe” ou “categoria” ministerial, na condição de oficiais da igreja. O presbítero, dentro deste modelo governamental eclesiástico, passou a ser compreendido como o penúltimo cargo a ser exercido na sucessão de ordenações, antes de ser consagrado à evangelista ou pastor.[22]

A Essência do Governo Eclesiástico ou da Liderança Cristã

O governo ou liderança exercido na igreja, independente de modelos ou sistemas governamentais, e de terminologias funcionais, se fundamenta no serviço voluntário ao próximo, associado a uma vida santa e exemplar dos seus oficiais:

Então, Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós será vosso servo; tal como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. (Mt 20.25-28, ARA)

Rogo, pois, aos presbíteros que há entre vós, eu, presbítero como eles, e testemunha dos sofrimentos de Cristo, e ainda co-participante da glória que há de ser revelada: pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar, recebereis a imarcescível coroa da glória. (1 Pe 5.1-4)

Sigamos fielmente o exemplo do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, para a glória de Deus (1 Co 10.31).


[1] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. São Paulo: Cultura Cristã, 1990, p. 537.
[2] GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática: atual e exaustiva. São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 758.
[3] HAUBECK, Wilfrid; SIEBENTHAL, Heinrich.  Nova Chave Linguística do Novo Testamento Grego: Mateus-Apocalipse. São Paulo: Targumim/Hagnos, 2009, p. 984.
[4] RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento Grego. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 277.
[5] LOUW, Johannes; NIDA, Eugene. Léxico Grego-Português do Novo Testamento: baseado em domínios semânticos. Barueri-SP: SBB, 2013, p. 415.
[6] HAUBECK, Wilfrid; SIEBENTHAL, Heinrich. Ibid., p. 1030.
[7] RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Ibid., p. 318.
[8] LOUW, Johannes; NIDA, Eugene. Ibid., p. 415.
[9] Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1814.
[10] ARAÚJO, Carlos Alberto R. de. A Igreja dos Apóstolos: conceito e forma das lideranças na Igreja Primitiva. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
[11] WILLIAMS, J. Rodman. Teologia Sistemática: uma perspectiva pentecostal. São Paulo: Vida, 2011, p. 879.
[12] Bíblia de Estudo Palavras-Chave: hebraico-grego. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 2347 e 5228.
[13] FERREIRA, Franklin; MYATT, Alan. Teologia Sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual. São Paulo: Vida Nova, 2007, p. 919-920.
[14] ARAÚJO, Isael de. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p. 714.
[15] GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática: atual e exaustiva. São Paulo: Vida Nova, 1999, p. 759.
[16] STITIZINGER, James F. O Ministério Pastoral na História, in MACARTHUR JR., John. Ministério Pastoral: alcançando a excelência no ministério cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 56.
[17] ARAÚJO, Carlos Alberto R. de. Ibid., p. 114.
[18] ARAÚJO, Carlos Alberto R. de Ibid., p. 97.
[19] ARAÚJO, Isael de. Ibid.,p. 716.
[20] DANIEL, Silas.História da Convenção geral das Assembleias de Deus no Brasil.Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p. 135.
[21] ARAÚJO, Isael de. Ibid.

Tipos de governo da igreja

Tipos de governo da igreja


pregando na Igreja Batista em Vila Novaes
O Governo Episcopal
Neste sistema mais antigo, adaptado como por exemplo pela Igreja Católica e pela Igreja Ortodoxa, os ministros principais da Igreja são os bispos. Outros ministros são presbíteros e diáconos. Todos estes são mencionados no Novo Testamento. O Governo é centralizado na figura de um dirigente, responsável pelas decisões e destinos da igreja, mas que possui um grupo de subalternos, o Colégio Episcopal, responsáveis pela administração da gestão do sistema. Como denominação evangélica, a Igreja do Evangelho Quadrangular segue este governo, qual o bispo rege uma ou mais regiões eclesiásticas e há ainda os pastores, evangelistas e diáconos.
O Governo Presbiteriano
O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de uma assembleia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana.
O governo presbiteriano serviu e serve de inspirações a vários regimes democráticos ao redor do mundo, principalmente no que diz respeito às esferas de poder. A forma de governo consiste numa ordem crescente de conselhos. O menor de todos os conselhos é o Conselho da Igreja Local, formado pelos ministros docentes (pastores) e pelos ministros leigos (presbíteros). Acima dos conselhos locais se encontram os Presbitérios, formados por presbíteros representantes de cada igreja de sua área de abrangência. Envolvendo os Presbitérios e formado por representantes dos mesmos, está o Sínodo, de autoridade máxima em sua circunscrição. Como estância máxima de apelação e decisões sobre a igreja está a Assembleia Geral ou Supremo Concílio, que toma todas as decisões sobre a Igreja e trata dos assuntos externos, ficando a cargo de exercer poder jurídico sobre decisões tomadas por conselhos inferiores.
O Governo Congregacional
Entre as igrejas que adotam o governo Congregacional, estão os Batistas e os Congregacionais. Nesta forma de governo eclesiástico, a igreja é aquela “comunidade local, formada de crentes unidos para a adoração e obediência a Deus, no testemunho público e privado do Evangelho, constitui-se em uma Igreja completa e autônoma, não sujeita em termos de Igreja a qualquer outra entidade senão à sua própria assembleia, e assim formada é representação e sinal visível e localizado da realidade espiritual da Igreja de Cristo em toda a terra.” O sistema de governo Congregacional é aquele em que a Igreja se reúne em assembleias, para tratar de questões surgidas no seu dia-a-dia e tomar decisões relacionadas ao desenvolvimento de seus trabalhos. O poder de mando de uma Igreja Congregacional reside em suas assembleias.
Extraído do site da http://pt.wikipedia.org/ em 14/05/2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Quem criou Deus? De onde veio Deus?" Como Deus surgiu? De onde veio?

Pergunta: "Quem criou Deus? De onde veio Deus?"

Resposta: 
O ateísta Bertrand Russel escreveu em seu livro “Por que não sou um Cristão” que, se é verdade que todas as coisas precisam de uma causa, então Deus também precisa de uma causa. A partir daí ele concluiu que se Deus precisava de uma causa, então Deus não era Deus (e se Deus não é Deus, então, logicamente, não há Deus). Esta foi simplesmente uma forma um pouco mais sofisticada da pergunta infantil: “Quem criou Deus?” Até uma criança sabe que as coisas não surgem do nada, então se Deus é uma “coisa”, então Ele deve também deve ter uma causa, certo?

A pergunta é ardilosa porque escorrega na falsa suposição de que Deus vem de algum lugar e depois pergunta que lugar seria este. A resposta é que nem a própria pergunta tem sentido. É como se perguntássemos: “Como é o cheiro do azul?” Azul não está na categoria de coisas que têm cheiro, então a pergunta é, em si, errônea. Da mesma forma, Deus não se encontra na categoria de coisas que são criadas ou que vêm a existir, ou são causadas. Deus é “não-causado” e “não-criado”: Ele simplesmente existe.

Como sabemos disso? Bem, sabemos que do nada, nada pode surgir. Então, se alguma vez já houve um tempo em que não existia absolutamente nada, então nada jamais viria a existir. Mas as coisas existem. Por isso, uma vez que nunca pode ter havido o nada absoluto, alguma coisa deve ter sempre existido. Esta coisa que sempre existiu (Isaías 57:15) é o que chamamos Deus. Salmo 90:1-2 diz: "Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração. Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a eternidade, tu és Deus."

Como Deus surgiu? De onde veio?

A Bíblia nos diz que Deus sempre existiu. Mas nós estamos acostumados com a idéia de nascer, crescer e morrer, não é? No entanto, com Deus é diferente. Ele sempre existiu, existe hoje e sempre vai existir. Deus nunca vai morrer!

O mais importante para nós é sabermos que Jesus morreu na cruz para que nós também pudéssemos ser como Deus um dia, isso é, possamos viver para sempre e nunca mais morrer.

Já pensou que legal você ter tempo pra fazer tudo o que gosta, sem medo, dor, choro ou morte? Pois é isso que Deus vai dar a todos os que aceitarem a Jesus em seu coração!

Em Apocalipse 1:8, a Bíblia nos diz o seguinte: “Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso.”.


Somos criaturas de Deus e não conseguimos entender muito do que Ele é. O que sabemos a respeito dEle é porque Ele revelou na Sua Palavra, a Bíblia: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” Deuteronômio 29:29.


Diretor de matrix muda de sexo e gay vira pastor.

Diretor de matrix muda de sexo e gay vira pastor.


Dois casos surpreendentes: o diretor do filme Matrix muda de sexo e um travesti vira pastor. Larry Wachowski, resolveu assumir a sua nova identidade. “Oi, eu sou Lana”, disse Wachowski na estreia de um filme em Los Angeles. O diretor de 47 anos foi submetido à cirurgia de mudança de sexo, e mudou o visual. Foi casado por nove anos. Outro caso que pegou muitos de surpresa: o gay que virou pastor.
Mudança radical
Retirou silicone dos seios e dos quadris.
Joide Miranda, de 47 anos, que até os 26 era travesti, afirma que é possível deixar de ser homossexual. A partir de sua experiência pessoal, ele decidiu ajudar quem quer voltar a ser hétero, por meio da Associação Brasileira de ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABexLGBTTs). “A homossexualidade é um vício que, muitas vezes, vem desde a infância. Achava que era impossível mudar, mas é uma conduta que pode ser desaprendida”, diz o pastor que depois da mudança retirou as próteses de silicone dos seios e o silicone industrializado dos quadris. ”Um dos maiores fatores que contribuem para a homossexualidade são os abusos sexuais e a ausência de limites para as crianças”, enfatiza, ao relatar que, aos 6 anos, foi abusado por um vizinho.
Joide foi ajudado pela mulher Édna. “Falava para ele que não era para colocar a mão na cintura, nem cruzar as pernas como mulher”, disse. Ela, no entanto, faz questão de enfatizar que se casou com um heterossexual e que nunca duvidou da mudança do marido. “Antes achava que gay era sempre gay, mas depois que o conheci mudei esse conceito. Não me importo em falar sobre o passado dele, pois falo de alguém que não existe mais”, afirma. Casada há 14 anos com Joide, Édna conta que os dois eram empresários e deixaram os negócios para ajudar as pessoas que pretendem deixar de ser homossexuais. “Só fazemos isso para que a nossa história possa ajudar outras pessoas”. A matéria completa está no portal de notícias G1.
Casamento
Joide e Édna: 14 anos de casamento e fé.
Uma das coisas mais importantes para a vida de uma pessoa que quer ser feliz é o perdão, pois proporciona paz ao coração e dá um real sentido à existência. Muitos sofrem de depressão e de outros problemas emocionais por não perdoarem ou por não se sentirem perdoados. Um dos motivos que devem nos levar a perdoar de acordo com Mateus 6:12-15 é o fato de que “esperar de outros o que eu mesmo não estou disposto a fazer é a essência do egoísmo e do pecado”[1]. Assim como Deus nos perdoa de todos os pecados (1 Jo 1:7-9; Mq 7:19),devemos perdoar o nosso próximo. Precisamos nos reconciliar com o ofensor mesmo que não tenhamos vontade de fazê-lo, pois na Bíblia perdoar não é uma questão de “querer ou não” (escolha), mas sim deobedecer a um mandamento divino (veja a ordem de Jesus em Mateus 18:21, 22!) que, se deixado de ser cumprido, trará sérias consequências, inclusive à nossa saúde.
Perdoar é esquecer?
O psicólogo e conselheiro cristão Jay A. Adams disse acertadamente no livro O Manual do Conselheiro Cristão,p. 70: “O perdão não é nenhum tratamento de choque que instantaneamente apagua da memória o passado recente”. Isso significa que perdoar não é sinônimo de esquecer instantaneamente. O exemplo a seguir apresentado pelo meu amigo Élcio Firmiano, funcionário da rede Novo Tempo, ilustra muito bem este ponto:
“Comparo o perdão a uma cicatriz. Quando nos machucamos, como resultado do machucado nos resta uma cicatriz. Sempre que olhamos para a mesma, nos lembramos de quando, onde e como aconteceu o fato. Isso não quer dizer que ainda nos cause dor ou desconforto, muito pelo contrário, é indiferente, não causa dor, não causa nada, apenas a lembrança”.
O perdão, portanto, não indica necessariamente o esquecimento imediato da ofensa, mas o não sentir dor ao lembrar do ocorrido.
Como perdoar do íntimo
Perdoar envolve o compromisso de não levantar novamente a questão. O perdão bíblico envolve igualmente a promessa de:
1)      Evitar colocar ofensa em cima da cabeça do ofensor;
2)      A promessa de não falar a respeito do ocorrido;
3)      E a promessa de não ocupar a mente com a questão. Isso significa adotar atitudes e práticas que levem ao esquecimento.
Agora é pastor
Joide antes de virar evangélico.
Se Deus esquece de tudo quando nos perdoa, como é possível afirmar que não devemos esquecer também?
Precisamos harmonizar os textos bíblicos de Jeremias 31:34 e Isaías 43:25 que afirmam que Deus esquece de nossos pecados. Deus é Onisciente e
“… não pode esquecer. O esquecimento, nesse trecho, na realidade é uma maneira hebraica de se referir ao ato de perdoar…”.[2]
“Perdoar é ‘esquecer’, no sentido de que alguém sepultou o problema. Perdoar equivale a prometer nunca mais se lembrar de uma ofensa,contra outra pessoa. ‘Lembrar-se’ é empregado no sentido de ‘ventilar novamente’ (ver 3 João 1:10)… É como se Deus dissesse: ‘as coisas que você fez contrariamente à minha lei, não as trarei à memória.
“O verdadeiro perdão humano leva ao esquecimento. Quando alguém se recusa a ventilar novamente uma questão, (mesmo para si), prontamente se esquece. Quando não podemos esquecer, é porque nos lembramos ativamente.”[3].
“O esquecimento, no tocante a Deus não pode significar mais do que a disposição dEle de “enterrar” a questão, para nunca mais levantá-la… É isso que se requer no perdão humano. Perdoar é “esquecer”, no sentido de sepultar o problema e não passar por uma “lavagem cerebral”. Perdoar equivale a prometer nunca mais se lembrar de uma ofensa, contra a pessoa”[4].
Benefícios do Perdão
Ao perdoar, somos beneficiados:
a)      Espiritualmente – nosso relacionamento com Deus será bem melhor;
b)      Mentalmente – evitaremos sofrer uma depressão ou infarto com o tempo; teremos paz mental;
c)      Fisicamente – A paz mental nos proporciona saúde, vigor e ânimo;
d)      Socialmente – nos relacionaremos melhor com os outros.
Não perca a oportunidade de desfrutar de todos esses benefícios!
Deus quer que perdoemos. Se Ele nos ordena a perdoar é porque nos provê poder para isso (Fp 2:13) e sabe que tal atitude será o melhor para nossa felicidade. O Criador jamais exige de nós mais do que poderemos dar. Lembre-se de quão maravilhosa é a sensação de ser perdoado por Deus. Não esqueça que a mesma sensação seu ofensor pode sentir caso o perdoe. Siga o conselho de Jesus em Mateus 18:22 de perdoar “até setenta vezes sete”. Mesmo sem vontade, dê esse passo de obediência e Deus fará o resto, o milagre! Na cruz do calvário Jesus proporcionou a possibilidade de desfrutarmos da paz mental ao recebermos perdão. Não privemos os outros disso.
J.Washington &

[1] Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 5.
[2] Jay A. Adams, O Manual do Conselheiro Cristão, p. 72. Editora Fiel. (Adaptado).
[3] Ibidem. Grifo meu (Adaptado).

domingo, 28 de junho de 2015

Os filhos de Eli e a maldição sacerdotal

Os filhos de Eli e a maldição sacerdotal


A história a ser estudada neste artigo está baseada em I Samuel 2:12-36, I Samuel 3:1-21e I Samuel 4:1-21.
Tentarei fazer uma analogia com os dias atuais deste tipo de situação, que a meu ver é muito comum, para não dizer que está ficando até normal.
Tais fatos são em torno de omissão de um sacerdote e da incredulidade, maldade e falta de temor dos filhos deste sacerdote (que também eram sacerdotes).
A casa de Eli estava encarregada de cuidar do Tabernáculo do Senhor, tal cargo também era de ser cuidador da arca da aliança e dos serviços ritualísticos lhes conferidos.
O povo via e reprovava os pecados dos filhos de Eli, que em suma eram não ter intimidade e conhecimento do poder de Deus (I Samuel 2:12); tomavam partes nos sacrifícios oferecidos à Deus; se alimentavam daquilo que não lhes era permitido comer; desprezavam a salvação e o perdão do Senhor; davam mal exemplo; e por fim eram repugnantes na área sexual, pois se deitavam com mulheres em orgias sexuais à porta do Tabernáculo.
Bem, com isto já temos a nítida visão de quão desagradáveis eram estes homens chamados de Hofni e Finéias diante do Senhor e diante do povo de Israel, que mesmo condenando tais pecados lhes eram sujeitos, pois não eram rebeldes nesta época.
Com isto podemos afirmar também que o erro de Eli foi sua omissão! Se lermos I Samuel 2:22-25 até acharemos que Eli não foi omisso, pois tentou alertar seus filhos, mas se analisarmos mais a fundo veremos que na verdade ele não fez o certo. Em I Samuel 3:13vemos Deus falando com o profeta Samuel dizendo que Eli sabia das iniqüidades de seus filhos e mesmo assim não os repreendeu!
Ora, a repreensão não devia ser somente palavras, mas sim uma vida de exemplos que Eli deveria ter dado para seus filhos, um ensino eficaz, e fora isto, devia tê-los castigados com aquilo que estava posto na Lei de Moisés.
Com tudo isto a conseqüência foi terrível, pois os dois filhos de Eli foram mortos no mesmo dia, a arca da aliança foi tomada pelos filisteus, Eli ficou sabendo, caiu e morreu, assim como sua nora também morreu, esposa de Finéias, além de ser retirado de seus descendentes o sacerdócio, lhes sendo imposto uma maldição de miséria, humilhação e morte precoce.
Trazendo agora para nossa realidade, vemos isto em nosso meio!
Quantos são os pastores, líderes, ministros do evangelho, cantores e suas famílias fazendo a obra de Deus relaxadamente?
Não gosto e não aprovo pessoas que só sabem falar mal de líderes espirituais, mas tem hora que devemos alertar o povo de Deus e também estes líderes que estão se perdendo pelo caminho.
Vamos começar com líderes que não conhecem a palavra de Deus. O que tem de pastor que nunca leu a Bíblia toda não esta no gibi! Para alguém se habilitar para ser pastor, o mínino que dever ter feito é ler a bíblia inteira pelo menos uma vez, lê-la diariamente de forma aleatória.
O que tem de líder raso na palavra, meu Deus! Isto se manifesta quando não há mais o Espírito de Deus agindo pelo relaxamento dos líderes.
Outra coisa é uma moda muito nojenta que tem feitos muitos se desviarem ou se escandalizarem, que é a ganância financeira!
O que tem sido aberto de Igrejas “lá Universal” é algo assombro! É só teologia da prosperidade, dinheiro e mais dinheiro, sendo que a salvação e santidade nem são pregadas.
Não sou contra dízimo e ofertas (quem é contra está errado), porém tudo deve ser feito com base na palavra de Deus, com decência. Mas muitos, muitos mesmos querem abrir portinhas ou portonas de “igrejas” só com o intuito de ganhar dinheiro com a fé das pessoas.
Outro pecado cometido é o da área sexual. Qualquer líder ou ministro de louvor deve redobrar a atenção nesta área que é muito bombardeada.
Não são raros os casos de pastores, líderes ou músicos que caem em adultério. As conseqüências destes atos, principalmente quando descobertos são sempre as piores.
Muitos estão na Igreja, na própria ou em um seminário ou conferencia em outra Igreja já pensando em pecar nesta área. Mantendo relações sexuais ilícitas com outras mulheres ou homens, ou então dando de cima.
Já vi muitos que só de olhar você percebe que nesta área não foi liberto ou não se deixou ser liberto, é um mala!
Por último, a omissão de quem é uma autoridade espiritual sobre a vida de quem está cometendo estes erros é pior ainda.
Se lermos I Timóteo 3:2-5 saberemos que os filhos de pastores ou de líderes na Igreja devem ser submissos e modestos aos seus pais, pois como vão liderar a Igreja se não lideram nem sua família?
Isto também pode ser posto para os filhos espirituais, ou seja, pessoas que estão na Igreja que possuem a liderança em alguma área que lhe é sujeito, estão debaixo de um pastor.
Este ao saber de condutas fora do padrão bíblico deve repreendê-los, se os mesmos não se consertarem devem ser depostos até se consagrarem de verdade ao Senhor.
Concluindo, devemos realizar a obra do Senhor com temor, santidade e conhecimento do seu poder.
Não podemos aceitar vir um cantor na Igreja, louvar e adorar a Deus e depois disto encher um quarto de motel com um monte de mulheres. Se algum líder sabe, deve adverti-lo na hora!
Saiba que benção se inicia na vida dos lideres espirituais e são transmitidas ao povo, se tais líderes não estão mergulhados naquilo que é de Deus, logo tal obra e seu povo irá sucumbir.
Por isto, ore sempre pelos seus líderes e líderes vigiem sempre, em consagração e no temor de Deus.
Que Deus vos abençoe e vos livre das astutas ciladas do inimigo.

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