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quinta-feira, 3 de março de 2016

ENSINAMENTOS X PREGAÇÕES

Verbetes:

Ensinador: A origem etimológica de doutor vem de DOCTOR, que em latim significa “ensinador”, e de DOCERE, que em latim significa “ensinar” (veja que a raiz etimológica da palavra remonta ao trabalho intelectual acadêmico, e não à prática clínica ou jurídica).

Ensino: Do grego didaquê. Daqui vem a palavra didático. É a capacidade dada por Deus para expormos com clareza e convicção as verdades do ensino de Cristo.

Mestre - hb. : A segunda letra da palavra shalom é lâmed. Seu valor numérico é 30. Em hebraico significa aprender. A palavra para mestre em hebraico é melâmed.;

RABI - Mestre. Também se refere aos que tomam os primeiros lugares na sinagoga.

Rabi Rabino: dentro do Judaísmo significa “professor, mestre” ou literalmente “grande”.

A palavra “Rabbi” (”Meu Mestre”) deriva da raiz hebraica Rav, que no hebraico bíblico significa “grande” ou “distinto (em conhecimento)".

João 3:2: Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-lhe: Rabi, sabemos que és Mestre, vindo de Deus; pois ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele.

No Grego:

O vocábulo mestre vem do termo grego didaskalos, que quer dizer “professor”, “mestre” ou “aquele/a que transmite um conhecimento”..

RABINO - Título dado a uma pessoa mestre em direito judaico, na lei ou Torah.

BAAL: (Bibli). Termo semítico que significa mestre, senhor, aplicado primeiramente a Hadad, deus cananeu da tempestade e da vegetação, deus do monte Líbano e do Carmelo

alef: aluf-mestre;

Significado: O Rebe explica que o alef tem três significados diferentes.

O primeiro é aluf, que significa mestre ou chefe. A definição de Aluf é “mestre”.

O segundo é ulfana, uma escola de aprendizado ou professor.

O terceiro significado é atingido ao se ler as letras da palavra de trás para a frente - pela (pronunciada pelê) - maravilhosa. 

Ulfana significa ‘escola” ou “professor”. 

Não apenas apresentamos Deus como Criador do universo, mas também como o Professor de toda a humanidade. 

O papel de Deus como professor é revelado com sua apresentação da Torá ao povo judeu.

A Torá, com suas 613 mitsvot ou leis, nos ensina o que devemos fazer, e o que não devemos fazer. Através da sabedoria Divina de Seu livro, Deus estabeleceu-Se no mundo ao nível do supremo Professor.

Finalmente, temos o terceiro significado de alef: pelê, “maravilhoso” que representa o nível místico da Tora.

Isaías 9. 6: Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: MaravilhosoConselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.

Conhecido como os “ensinamentos de Mashiach”, estes segredos da Torá compreendem seu nível mais elevado.Segundo os Evangelhos, Jesus dedicou mais tempo a seus discípulos, ensinando-os e preparando-os para o cumprimento da missão. Nos dando a entender que o Ensino, é sobre tudo uma atividade que acompanham o carisma apostólico dos diversos dons e ministérios, sobretudo do ministério pastoral.

I Tm3.2: É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, temperante, sóbrio, ordeiro, hospitaleiro, apto para ensinar; 4.11: Manda estas coisas e ensina-as.

O ensino é ação ministerial que alimenta estes aspectos da missão da Igreja e prepara a membresia para atuar no cumprimento integral do Evangelho de Jesus Cristo

E isto Jesus Cristo nos deixou como exemplo a ser cumprido.

Por isto devemos procurar ensinar com sabedoria:

Primeiro a do Espírito Santo;

Segundo com a constante procura de conhecer, manejar bem a Palavra de Deus, o que Jesus Cristo, já fazia desde a tenra idade, inclusive aos 12 anos o encontramos disputando com o doutores no Templo.

Didaskalos aparece como o terceiro dom espiritual de um grupo de três. Era o ofício na Igreja Primitiva de explicar aos outros a fé cristã e providenciar uma exposição cristã do Antigo Testamento.

I Coríntios 12.28: E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

Vemos, portanto, que a função de ser mestre é um dom (ou talento) dado por Deus.

EXÓRDIO:

Ensinar, exige algumas qualidades do ensinador, exige método de ensino e interesse dos alunos ou discípulos.

Jesus tinha todos estes componentes em seu Ministério:
- Método;
- Discípulos;
- Discípulos interessados.

INTRODUÇÃO:

A - Os povos orientais acreditavam que a origem da educação era divina.

O conhecimento que circulava na comunidade resumia-se aos seus próprios costumes e crenças. Essa realidade impedia uma reflexão sobre a educação, uma vez que esta era rígida e estática, fruto de uma organização social teocrática.

A divindade, portanto, era autoridade máxima, logo, sua vontade não poderia ser contestada.

O mestre na época de Jesus e dos apóstolos era conhecido não só por seus ensinamentos, mas pelo seu modelo de vida.

Como Jesus, o mestre por excelência, aquele que tem o dom de mestre deve segui-lo e seguir os seus passos. (João 13.13,15: Vós me chamais Mestre e Senhor; e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.).

Quanto ao ensino, todos nós, conforme as mutualidades, devemos instruir uns aos outros (Colossenses 3.16). Quanto ao discipulado, todos devem ensinar os discípulos que servem (Mateus 28.19). Quanto ao dom de ensino, muitos têm este dom de Deus (Romanos 12). Este dom é base para o ministério de mestre.

B - Esta lição nos mostra o quanto Jesus se envolveu no Ministério do Ensino, deste ato de Jesus podemos tirar, algumas lições que nos mostram a atividade de Jesus nesta área, sua ação, seus métodos, sua pedagogia, sua simplicidade, sua autoridade em ensinar, sua preocupação com seus discípulos ensinando-os, este foi o seu modo ou Metodologia de Ensino, de preparar homens que continuassem a ensinar a outros homens.

Em tudo Jesus nos dá exemplo de como realizarmos a obra do Ensino, Ele que foi Mestre em Israel, pode muito bem, nos orientar, em ensinar a Sua Igreja.

ENSINANDO A ENSINAR:

Estudando o assunto, encontramos, algumas frases de pessoas famosas, sobre esta divina função: Ensinar.

Encontramos formas e metodologias, que vêem provar que Jesus, chamado Rabi ou mestre em Israel, usava com sabedoria para captar:

Primeiro: Atenção dos ouvintes;
Segundo: conseguir que as suas Palavras produzissem o efeito esperado;
Terceiro: que estas palavras conseguissem ficar fixadas nas mentes dos seus ouvintes;
Quarto: conseguia transmitir os seus ensinamentos de forma eficaz e com autoridade

Isto só vem corroborar a qualidade de Jesus como Mestre Divino e Ensinador eficaz.

A classe de Jesus era composta por multidões, mas um desafio, para qualquer ensinador.

Hoje se discute, sobre número de alunos por classes de aula, mas Jesus provou o contrário, numa época em que não tinha os recursos áudio-visual de nossos dias.

Na classe de Jesus tinha gente de todas as classes sociais, mas o número de pobres, desvalidos, e necessitados superava em muito a classe dos poderosos de Israel, que muitas das vezes, iam ouvir os seus ensinos, apenas com o intuito de “colocar o Mestre contra a parede”, mas, nunca conseguiam o seu intento.

Na classe de Jesus muitos, como em nossos dias, iam apenas pela comida (lanche, merenda, matula,-depende da região que você estiver), ou para além de ouvir serem curados, são como aqueles alunos, que só se matriculam e vão à escola pelo que ela oferece além do ensino, num país como o nosso, isto, é até natural.

Jesus não procedia humanamente de uma classe abastada (basta ver a oferta de seus pais, no dia de sua apresentação, no Templo), mas como Deus ele se despiu de Sua Glória e pode entender as necessidades dos menos favorecidos humanamente. Jesus iniciou em Israel uma transformação de visão da realidade contextual, da sua época, e continua, pela Sua Palavra mudando vidas, e homens que crêem em seu nome.

Este talvez seja o mais importante papel da educação e do ensino:

Transformar a nossa realidade para acompanhar o processo de mudança que marca o mundo atual, sobretudo em um país subdesenvolvido (embora industrializado) e considerado o campeão da desigualdade social.

Para que serve a educação ou Ensino:

Jesus utilizou-se destes métodos que seguem, abaixo:

A educação serve para o adestramento ou para dar ao ensinando uma correta visão do homem e do mundo?

O ensino é um processo interativo que jamais deve ser confundido com a simples instrução, mais próxima do “adestramento”.

A educação é, por outro lado, uma função e um serviço no qual intervém uma multidão de fatores e participantes, que de forma não sempre consciente se põe a serviço do educando. Exemplificamos, com o Menino que trouxe o seu lanche: dois peixes, e cinco pães.

Antes mesmo de se falar sobre este ou aquele método, é necessário destacar que, como dizia Platão os vícios no método de ensino podem levar a uma falsa certeza ou a um saber falso, que é pior que a própria ignorância.

Na obra “As Leis“, um dos discípulos diz ao mestre:
“Parece-me que receias entrar nessas questões por causa da nossa ignorância”.

Ao que o mestre responde:
“Muito mais recearia tratar com pessoas que tivessem estudado tais coisas, porém mal”.

Esta ilustração, nos faz lembrar de Jesus e os fariseus, que ensinavam o povo de tal maneira que Jesus os chamou de guias cegos, e ensinou ao povo: “fazei o que eles vos mandam, contudo não fazei o que eles fazem.”

Em outras palavras, aprender mal é pior do que não aprender. As falsas “verdades” causam mal maior do que a ignorância.

No caso, não é a ignorância das multidões a mais perigosa, nem a mais temível, nem o maior dos males, mas estudar com métodos viciosos é mal muito maior. (Leis 818s).

O SUCESSO DO ENSINO DE JESUS:

Um dos aspectos mais importantes para o sucesso de uma metodologia de ensino - sobretudo nos dias atuais, diante da tão grande complexidade que é o viver principalmente nas grandes cidades - é a simplicidade.

Jerusalém era uma Metrópole, para onde afluíam, gente de todas as cidades e de todo o mundo - Leia Atos 2.

Essa simplicidade pode ser expressa pelo educador Pedro Poveda, fez com que o Ensino de Jesus, se torna-se popular e caísse nos corações de todos os que o ouviam.

De sua vida uma obra de fé no humanismo e na educação popular:

Para esse grande educador, Jesus, mesmo carecendo de métodos adequados, de salas de aula confortáveis ou recursos didáticos necessários, o processo pedagógico não foi comprometido, pois Ele tinha o fundamental: a vontade de ensinar e o gosto pela atividade docente. 

Afinal, os grandes pedagogos nunca precisaram mais do que discípulos.

Cláudio de Moura e Castro, em julho de 1999, num artigo da Revista Veja, dizia que “a essência do aprendizado tem que ver com o professor, aquele que administra, que testemunha, enriquece e dá vida a uma série de processos que levam o aluno a aprender”.

Já para Bernardo Toro, pensador colombiano, ao falar de modernidade, ao professor deve-se pedir hoje a “habilidade de orientar o aluno em duas óticas ou direções: disciplina e curiosidade”.

Outro aspecto não menos importante está no dizer do educador francês Georges Snyders em ensinar com alegria (e esperança) e que se deve levar alegria à sala de aula, sobretudo para a parcela da população de menores recursos (”A alegria [e esperança] deve ser prioridade para aqueles que sofrem mais fora da escola”). Isto Jesus fazia muito bem, numa sociedade que havia perdido o respeito pela Lei Mosaica, que ensinava como tratar dos pobres, Jesus lhes dava a Esperança da Vida Eterna, ou da água da Fonte, que jamais secaria e saltaria para vida eterna.

PONTOS - DESTAQUE:

NUNCA NINGUÉM FALOU COMO ESTE HOMEM. 
Jo.7.46: Responderam os guardas: Nunca homem algum falou assim como este homem.

QUAL ERA O SEU PÚBLICO:

ENSINAVA AS MULTIDÕES.
Mateus 5.1: Jesus, pois, vendo as multidões, subiu ao monte; e, tendo se assentado, aproximaram-se os seus discípulos, e ele se pôs a ensiná-los, dizendo:

DOUTORES DA LEI:
Lc. 14.3: E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, e perguntou: É lícito curar no sábado, ou não?

FARISEUS. 
Mc.12.35: Por sua vez, Jesus, enquanto ensinava no templo, perguntou: Como é que os escribas dizem que o Cristo é filho de Davi?

SACERDOTE / PRÍNCIPES DAS SINAGOGAS ENSINAVA NO TEMPLO E AS AUTORIDADES (E COM AUTORIDADE) : 
Lc. 19.47: E todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas, e os principais do povo procuravam matá-lo;
 

Mc.11.17: e ensinava, dizendo-lhes: Não está escrito ….casa de oração para todas as nações?…

Lucas 20.1: Num desses dias, quando Jesus ensinava o povo no templo, e anunciava o evangelho, sobrevieram os principais sacerdotes e os escribas, com os anciãos.e falaram-lhe deste modo: Dize-nos, com que autoridade fazes tu estas coisas? Ou, quem é o que te deu esta autoridade? Respondeu-lhes ele: Eu também vos farei uma pergunta; dizei-me, pois:O batismo de João era do céu ou dos homens?Ao que eles arrazoavam entre si: Se dissermos: do céu, ele dirá: Por que não crestes?Mas, se dissermos: Dos homens, todo o povo nos apedrejará; pois está convencido de que João era profeta.Responderam, pois, que não sabiam donde era. Replicou-lhes Jesus: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas. 

QUAL ERA O SEU ENSINO OU O CURRÍCULO DE SEU CURSO E PRINCIPAL MATÉRIA:

QUE ENSINO É ESTE -Jesus ensinava:

 

O SEU EVANGELHO:

Mt.4. 23 E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino,

Numa igreja ministerial e missionária o ensino é fundamental para o processo de preparação e de envio. Encontramos na Bíblia vários termos que nos apontam para isto.

Vejamos:

1. Ensinar - uma palavra muito freqüente no NT é o verbo didasko, que quer dizer ensinar. Ele era usado para referir-se a instrução verbal e prática. Ex.: Mt 4.23, 5.2, 9.35, 13.54, Mc 1.21, 4.1, 6.34, Lc 4.15, 5.3, etc…

"Em Efésios 4.11-16 aprendemos que a principal função dos líderes pastorais do povo de Deus é a capacitação desse povo para a realização dos ministérios (v.12). Nas pastorais, Paulo alista características que devem compor a identidade dos ministros e ministras do Evangelho - todas no âmbito da ética e dos relacionamentos, com exceção de uma, relativa à função ministerial, que é a do ensino da Palavra de Deus em todas as suas dimensões (I Tm 3.1-7; Tito 1.6-9)" [7].

MORALIDADE DIVINA. 

Uma releitura Crística da Lei:
Mc. 12.31: E o segundo é este: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses.

Jo.15.12: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

Deus nos ensina a perdoar:
Mt.18.21: Então Pedro, aproximando-se dele, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu hei de perdoar? Até sete?Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete; mas até setenta vezes sete. 

A pureza de um coração, sem malícia e humilde, nos concede o direito de ser o maior no Reino dos céus.
Mateus 18.1:Naquela hora chegaram-se a Jesus os discípulos e perguntaram: Quem é o maior no reino dos céus? Jesus, chamando uma criança, colocou-a no meio deles, Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus.

Valorizando a Moralidade. A moralidade é superior até mesmo a um pedaço de nossos corpos.

Alertamos aos nossos leitores, que a palavra de Deus deve ser estudada sob três aspectos: simbólico, literal e o figurativo, obrigatoriamente.

Mt.18.8: Se, pois, a tua mão ou o teu pé te fizer tropeçar, corta-o, lança-o de ti; melhor te é entrar na vida aleijado, ou coxo, do que, tendo duas mãos ou dois pés, ser lançado no fogo eterno. E, se teu olho te fizer tropeçar, arranca-o, e lança-o de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que tendo dois olhos, ser lançado no inferno de fogo.

O valor do homem para Deus; somos todos iguais:
Mt.18.10: Vede, não desprezeis a nenhum destes pequeninos; pois eu vos digo que os seus anjos nos céus sempre vêm a face de meu Pai, que está nos céus.

MORALIDADE DA LEI. 

Mateus23.1: Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos…: Na cadeira de Moisés se assentam os escribas e fariseus. Portanto, tudo o que vos disserem, isso fazei e observai; mas não façais conforme as suas obras; porque dizem e não praticam. Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; mas eles mesmos nem com o dedo querem movê-los. Todas as suas obras eles fazem a fim de serem vistos pelos homens…as primeiras cadeiras nas sinagogas…de serem chamados pelos homens: Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi; porque um só é o vosso Mestre, e todos vós sois irmãos…Nem queirais ser chamados guias; porque um só é o vosso Guia, que é o Cristo…Qualquer, pois, que a si mesmo se exaltar, será humilhado; e qualquer que a si mesmo se humilhar, será exaltado…

Ensinando sobre o perigo da religião legalista, sem a Adoração real.

Mateus 23.23: Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes omitido o que há de mais importante na lei, a saber, a justiça, a misericórdia e a fé; estas coisas, porém, devíeis fazer, sem omitir aquelas. Guias cegos! que coais um mosquito, e engulis um camelo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque limpais o exterior do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de rapina e de intemperança. Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo.Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia. Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido cúmplices no derramar o sangue dos profetas.

Ensinando a amar e a ter compaixão da nossa Terra, com Uma Visão Única de amor de Deus ou Salvífico, independente de sermos maltratados por ela ou não entendidos, como nos dias de hoje o mundo não entende a Igreja, mesmo assim devemos amá-los de todo o coração.:

Mateus 23.37: Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e não o quiseste! Eis aí abandonada vos é a vossa casa…Bendito aquele que vem em nome do Senhor.

BONS COSTUMES: CHEGUEI EM TUA CASA E NÃO ME DESTES ÁGUA PARA LAVAR MEUS PÉS.

JESUS ENSINAVA:

TIRAR O CORAÇÃO DAS RIQUEZAS: ZAQUEU E O MOÇO QUE FOI TER COM ELE DE NOITE E FICOU TRISTE POR SER ENSINADO DAR TUDO AOS POBRES.

Mc.10. 21: E Jesus, olhando para ele, o amou e lhe disse: Uma coisa te falta; vai vende tudo quanto tens e dá-o [aos pobres], e terás um tesouro no céu; e vem, segue-me.

Lc.19.8: Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado.

A FORMA DE ENSINO:

DIDÁTICA 

DO EXEMPLO:

PARÁBOLAS, FIXAVAM-SE NA MENTE AS ILUSTRAÇÕES;

Mt.13. 3: E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear. 
 

Mc.4.34: E sem parábola não lhes falava; mas em particular explicava tudo a seus discípulos.

Mt.13.34: Todas estas coisas [falou] Jesus às multidões por parábolas, e sem parábolas nada lhes falava;

Mc.4.2: Então lhes ensinava muitas coisas por parábolas, e lhes dizia no seu ensino:

Lc. 20.9: Começou então a dizer ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se do país por muito tempo.

TINHA COMPAIXÃO DOS QUE ENSINAVA: 

PREOCUPAVA-SE COM O ENSINO E TAMBÉM COM O BEM ESTAR DAS MULTIDÕES - MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES - DUAS VEZES.

PEDAGOGO ORGANIZADO, ATÉ NA HORA DO LANCHE;

UMA AULA PRÁTICA PARA OS DISCÍPULOS
Lc.5.3: Entrando ele num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, sentando-se, ensinava do barco as multidões.

Mt.14 14: E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, compadecendo-se dela, curou os seus enfermos.Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer. Jesus, porém, lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vós de comer. Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E ele disse: trazei-mos aqui. Tendo mandado às multidões que se reclinassem sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou; e partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos às multidões. Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram levantaram doze cestos cheios.

Mt.15.34: Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? E responderam: Sete, e alguns peixinhos. tomou os sete pães e os peixes, e havendo dado graças, partiu-os, e os entregava aos discípulos, e os discípulos á multidão.

PREOCUPAÇÃO COM O LOCAL DE ENSINO:

PROCURAVA OS LOCAIS ONDE A MULTIDÃO PODIA ESTAR CONFORTÁVEL:

Até na hora do lanche havia organização:
Lc.9.14: Pois eram cerca de cinco mil homens. Então disse a seus discípulos: Fazei-os reclinar-se em grupos de cerca de cinqüenta cada um.15 Assim o fizeram, mandando que todos se reclinassem.

CAFARNAUM, NUM LOCAL ESPECIAL ONDE A SUA VOZ PODIA SER OUVIDA POR TODOS, ESTE LOCAL, EXISTE ATÉ HOJE E É UM ANFITEATRO NATURAL
Jo.6.59: Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.

BEIRA DO MAR;

Mc.2.13: Outra vez saiu Jesus para a beira do mar; e toda a multidão ia ter com ele, e ele os ensinava.

SINAGOGAS:

Jo.6.59: Estas coisas falou Jesus quando ensinava na sinagoga em Cafarnaum.

Mt.13.5: E, chegando à sua terra, ensinava o povo na sinagoga, de modo que este se maravilhava e dizia: Donde lhe vem esta sabedoria, e estes poderes milagrosos?

OU LUGAR ONDE NÃO TIVESSE O QUE TIRAR A ATENÇÃO DOS ENSINADOS: 

Mateus 13.1: No mesmo dia, tendo Jesus saído de casa, sentou-se à beira do mar; e reuniram-se a ele grandes multidões, de modo que entrou num barco, e se sentou; e todo o povo estava na praia. E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo:

LUGAR ERMO - Um local com silêncio, uma sala de ensino sem ruído ou um som gostoso do quebrar das ondas, é tudo que um aluno gostaria de ter, Jesus sabendo disto, lhes proporcionava o Seu Ensino, nestes locais.

SENHOR O LUGAR É ERMO E NÃO TEM ONDE COMPRAR PÃO PARA TODA ESTA MULTIDÃO. ELE SABIA QUE PODIA DAR OS DOIS TIPOS DE ALIMENTOS.
Mt.14.14: E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, compadecendo-se dela, curou os seus enfermos.Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer.

ENSINAVA ESCREVENDO:

Jesus não era um indouto, pois sabia escrever com articulação, e sabedoria.

CASO DA MULHER PEGA NO ATO, ELE ESCREVEU NO CHÃO E ESCREVIA BEM E COISA FORTE;
Jo 8.6: Isto diziam eles, tentando-o, para terem de que o acusar. Jesus, porém, inclinando-se, começou a escrever no chão com o dedo…. Aquele dentre vós que está sem pecado seja o primeiro que lhe atire uma pedra… E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. Quando ouviram isto…. até os últimos; ficou só Jesus, e a mulher ali em pé.

O SEU ENSINO ERA FORTE E GERAVA DISCUSSÃO ENTRE OS SEUS PRÓPRIOS DISCÍPULOS: 

Jo. 6.60: Muitos, pois, dos seus discípulos, ouvindo isto, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir?

ENSINAVA PARA UMA CLASSE ESPECIAL:

Mt..23.1: Então falou Jesus às multidões e aos seus discípulos, dizendo:

OS APÓSTOLOS. 
Mc.9 31: porque ensinava a seus discípulos, e lhes dizia: O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, que o matarão; e morto ele, depois de três dias ressurgirá.

Mc.4.34: E sem parábola não lhes falava; mas em particular explicava tudo a seus discípulos.

SENHOR EXPLICA-NOS A PARÁBOLA. 
Jesus, à sós explicando aos seus discípulos as Parábolas.

Jesus relembrava e reinterpretava, aos seus discípulos e multidão, com uma nova visão divina - As Escrituras - a Lei, os Profeta, e os Salmos

Mt.13.36: Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

Mt.13.10: E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: Por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis.

Mt.16.11: Como não compreendeis que não nos falei a respeito de pães? Mas guardai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus.

ENSINAVA ESPONTANEAMENTE E COSTUMEIRAMENTE, À ESTES E A QUALQUER OUTRO QUE PRECISA-SE DOS SEUS ENSINOS.

Mc.10.1: Levantando-se Jesus, partiu dali para os t[ermo]s da Judéia, e para além do Jordão; e do novo as multidões se reuniram em torno dele; e tornou a ensiná-las, como tinha por costume.

Lucas 8.1: Logo depois disso, andava Jesus de cidade em cidade, e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus; e iam com ele os doze.

A QUALIDADE DO SEU ENSINO:

Mt. 7.28: Ao concluir Jesus este discurso, as multidões se maravilhavam da sua doutrina;

A AUTORIDADE DE SEU ENSINO:

Jo. 7.28: Jesus, pois, levantou a voz no templo e [ensinava], dizendo: Sim, vós me conheceis, e sabeis donde sou; contudo eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis.

Mt.7.29: porque as ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas.

Lc.4.32: e maravilharam-se da sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade.

ENSINADOR DEDICADO E INCANSÁVEL, TRABALHAVA O DIA TODO NO SEU MISTER DE ENSINO:

Não podia deixar de ensinar em qualquer dia da semana, até nos sábados, dia de descanso, para desespero e irritação dos fariseus e sacerdotes:
- Depois de um longo dia, Jesus tinha que dá um curso Supletivo em regime de Intensivo, de tal, forma que mesmo ao chegar em casa, antes de dormir, cansado exausto, estava sempre pronto para ensinar e tirar as dúvidas daqueles homens aos quais ele iria dizer:” 
- Mt.28.19: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado;”
- Mt..13.36: Então Jesus, deixando as multidões, entrou em casa. E chegaram-se a ele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

Aos sábados, enquanto os sacerdotes e fariseus descansavam, ele Ensinava:
- Mc.6.2: Ora, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ao ouví-lo, se maravilhavam, dizendo: Donde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe é dada? e como se fazem tais milagres por suas mãos?
- Lc.14.31 Então desceu a Cafarnaum, cidade da Galiléia, e os ensinava no sábado. 

Ele ensinava de dia e de noite:
- Lc.21. 37 Ora, de dia ensinava no templo, e à noite, saindo, pousava no monte chamado das Oliveiras.
- Jo.8.2 Pela manhã, cedo voltou ao templo, e todo o povo vinha ter com ele; e Jesus, sentando-se o ensinava.

A aula final, conclusão do Ensino, alunos aprendem a última lição, aquela que clareou os seus entendimentos:
- Lc. 24.44: Depois lhe disse: São estas as palavras que vos falei, estando ainda convosco, que importava que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos. Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras;

Aos nossos professores:

Métodos de Ensino, que Jesus utilizou no seu Ministério de Ensino:

 Comunicação Oral
 Comunicação Escrita
 Compreensão Oral
 Compreensão de Textos

Comunique-se com eficiência: Dizer algo que é verdade ou correto e que foi fácil para você entender, não significa que seus estudantes entenderão isso também. Você precisa olhar para o material através dos olhos deles, de forma que possa imaginar como eles reagirão ao que você lhes comunica.

Encoraje a criatividade de seus estudantes: Até estudantes que freqüentam cursos de matemática de nível médio podem ser muito criativos se receberem a oportunidade. O problema mais comum deles é que ninguém os ensinou como se fazer perguntas certas, que podem guiar o fluxo da sua intuição. Dá-lhes vós de comer!

Mostre a seus estudantes como se comunicar com eficiência: Estando aptos a escrever coerentemente (e a expressar-se oralmente com eficiência) significa que eles realmente entenderam o assunto, e isso poderia ser a diferença entre “quase entender” e dominar o mesmo assunto.

O Método intuitivo: No método de ensino intuitivo, encontramos a proposta que o Mestre deva ensinar coisas vinculadas à vida. Se alguém tiver duas túnicas…

A Memória Oral: cousa que Deus ensinou aos judeus, para que a sua Lei fosse disseminada, Jesus usou este método com o mesmo sucesso, basta você olhar para você mesmo e …milagre: eu era contra a Bíblia e hoje prego a Bíblia, pois alguém me falou à respeito dela e da Salvação.

A memória oral é um importante recurso na reconstrução da história

O que diz …. “Amarás a Deus sobre todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”, uma releitura da LEI.

CONCLUSÃO sucinta:

JESUS É Mestre do Ensino, e nos ensina a ensinar!
Com alguns pontos em especial:
 Com Amor;
 Com Dedicação;
 Com Planejamento;
 Prepara um bom local para ensino; desculpem-me, mas em algumas de nossas Igrejas, não por falta de espaço ou posses, a área de ensino é jogada de um lado para outro.Mas mesmo na tapera de folha de bananeira podemos melhorar o ensino com criatividade e sabedoria de Deus.
 Com Cuidado com os alunos;
 Olhar o aluno como uma alma sedenta de ensino de Deus;
 Ensinar as autoridades;
 Ensinar aos Mestres deste mundo secular;
 Muitas das vezes, ensina-se mais sem falar do que com palavras: Ensinar sem abrir a boca.
 Ensinar com exemplos;
 Ensinar com didática;
 Ensinar com sabedoria;
Ensinar após a Oração;

Ensinar com unção
Ensinar a Sua Palavra;
Ensinar com a ajuda do      Espírito Santo.

quarta-feira, 2 de março de 2016

A ética cristã e o aborto

ÉTICA CRISTÃ

Is 5:20 “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal ! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade; e fazem do amargo doce, e do doce, amargo.”

1 Co 10:23 “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convém; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam.”

POR QUE CONSIDERAR ESTE TEMA:

ÉTICA CRISTÃ

Þ 1º.) Porque como Igreja – Vivemos em um mundo onde os valores estão invertidos (Valores, tais como: Família; Integridade; Santidade; Moralidade, etc...)

Þ 2º.) Porque nem tudo o que o mundo chama de: “POLITICAMENTE CORRETO” é ÉTICAMENTE CORRETO, BIBLICAMENTE CORRETO.

Þ 3º.) Porque como Igreja, fomos chamados por Deus para influenciar o mundo, e não ser por ele influenciado.

- Mt 5:13,14 “Vós sois o sal da terra, e se o sal for insipido, com que se há de salgar...Para nada mais presta, se não para se lançar fora e ser pisado pelos homens.

Vós sois a luz do mundo...”

- Ilustração: Em Ct 6:10 – A Igreja é comparada com a lua – A lua é chamada a regente da Terra (ela influencia a flora e a fauna; a agricultura – suas marés influenciam...a LUA é a fachineira do mundo)

- Ilustração: Um mendigo que olhava a vida dos crentes e isto o impactou...Voltou para casa, lavou-se, barbeou-se, vestiu roupas limpas e foi até a igreja aceitar Jesus.

Þ 4º.) Porque como Igreja, nosso comportamento deve ser determinado pela Bíblia Sagrada e não pelos conceitos do mundo.

- Rm 12:1-3 “Rogo-vos pois irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis, o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, par que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”

- O mundo não pode ditar nosso comportamento e o nosso modo de pensar – “O mundo jaz no maligno”

- Tg 4:4, declara que “...qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.”

- 1 Jo 2:15-17 “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.

Porque tudo o que há no mundo: a concupiscencia da carne, a concupiscencia dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.

E o mundo passa, e a sua concupiscencia; mas aquele que faz a vontade de Deus, permanece para sempre.”

- Enquanto o mundo está dizendo: Adão e Ivo

- A Igreja continua dizendo: Adão e Eva

- O mundo diz: Aprovamos o aborto

- A Igreja, levanta a Bíblia: “Não matarás”

- O mundo diz: libere teus desejos secretos

- A Bíblia declara: Gl 5:24 “E os que são de Cristo, crucificaram a carne com suas paixões e concupiscencias.”

- O mundo ensina: Voce pode ter várias mulheres

- A Bíblia exorta: Hb 13:4 “Honrado entre todos o matrimonio e o leito sem mácula; porém aos que se dão ‘a prostituição e aos adúlteros, Deus os julgará.”

- O mundo estimula: Beba pra afogar as mágoas

- A Bíblia diz: Ef 5:18

- O mundo diz para o jovem: Desenvolva tua sexualidade com muitos parceiros ou parceiras...

- A Bíblia diz: Salmo 119:9

- O mundo aconselha – Casamento em crise: Caia fora e parta pra outro

- A Bíblia diz: “O que Deus ajuntou, não o separe o homem...”

- Os referenciais do mundo são malignos, pecaminosos e destrutivos – ao sabor do tempo e dos costumes. Porém, queremos ficar com a Palavra de Deus.

1. ORIGEM DA PALAVRA ÉTICA

Þ Ética – vem da palavra grega ETHOS, que significa: costume, disposição, hábito.

2. DEFINIÇÃO DA PALAVRA ÉTICA

Þ Definição teórica: “Ética é o conjunto de principios e valores que regem a nossa vida, visando a exata conceituação do que é certo e do que é errado.”

Þ O que é Moral – Moral é a prática de uma ética

3. DEFINIÇÃO DE ÉTICA CRISTÃ

Þ Ética Cristã é o conjunto de regras de conduta, tendo como fundamento a Palavra de Deus. Onde o que é certo e o que é errado – é definido pela Palavra – a nossa regra de Fé e vida prática.

Þ Salmo 119:105

4. PRÍNCIPIOS DE ÉTICA DO MUNDO

Þ 1º.) O PRÍNCIPIO ÉTICO DO ANTINOMISMO

- Que ensina a ausencia de regras. Não existem limites. Faço o que me dá na telha. O homem é plenamente livre. Eu sou a minha própria liberdade.

- Exemplo: A placa diz 65 milhas – Mas o sujeito vai a 100...e diz, que nada...sou livre...faço o que quero...

- O Antinomismo, cresceu com força – a partir da chamada revolução jovem – a partir da década de 60 – Quando em Woodstok se proclamava aos jovens a seguinte mensagem: “´É PROIBIDO PROIBIR”

- ILUSTRAÇÃO: Alguns anos atras – fui chamado – por volta das 11 horas da noite – para orar por uma irmã – cujo filho de 12 anos queria matá-la com uma faca (causa – criação sem ensinar limites...o menino começou a bater no rosto deles – e eles riam...)

- Porque o principio ético do Antinomismo não serve para Igreja:

1ª.) Porque neste principio ético o homem está no centro de tudo e não Deus – Mt 6:33; Cl 1:18; Jo 15:5

2ª.) Porque o Antinomismo prega a insubmissão – E, com isto o desreipeito a regras, leis e ao princípio de autoridade.

- Deus trabalha mediante cadeias de autoridade – níveis de autoridade: ( DEUS – na Sociedade (autoridades civis e militares) - na Família (o pai e a mãe) - na Igreja (os pastores)

- O diabo foi o primeiro a fazer uso deste pernicioso principio ético –

1º.) Desrespeitou a Autoridade Maior – Deus

2º.) Não observou os limites – “Subirei”

3º.) Sentiu-se o centro de tudo – Ez 28:2 “Eu sou Deus e sobre a a cadeira de Deus me assento no meio dos mares...”

-Obs: Pv 23:34 “E serás como o que dorme no meio do mar e como o que dorme no topo do mastro.”

- O texto fala de um homem embriagado – mas, ilustra bem o soberbo...que não conhece limites e se sente o centro de tudo – pois a soberba embriaga, entorpece...

- Ilustração: (o irmão taxista – Recife, praia da Boa Viajem...)

3º.) Porque o Antinomismo leva as pessoas a procederem conforme o que acham, o que pensam – sem normas de conduta, sem preceitos, sem regras e sem lei (UM VERDADEIRO CAOS)

- Israel certa feita viveu este principio ético e se deu muito mal: Jz 17:6 “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia direito aos seus olhos.”

Þ 2º.) O PRÍNCIPIO ÉTICO DO GENERALISMO

- Que ensina que as regras existem – Mas, podem ser quebradas, dependendo dos fins.

- O filósofo Maquiavel é quem ensinava isto: “OS FINS JUSTIFICAM OS MEIOS.”

- O GENERALISMO ensina que um principio, uma regra pode ser boa hoje, mas poder não ser amanhã. Depende da sociedade, depende de como caminha o mundo, depende dos novos rumos da História...

- Um exemplo em nosso Brasil:

.Alguns anos atrás, o Código Penal dizia que adultério era crime – Hoje, o Código Penal não diz mais isso.

Obs: No Brasil, a prática do adultério já foi capitulada como crime no artigo 240 do Código Penal, tendo sido revogado em 2005 pela Lei 11.106

- Nenhum presidente da República do Brasil, anteriormente se posicionou a favor dos homossexuais como o presidente Lula.

Obs: O presidente Lula esteve presente na abertura da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

- O Generalismo ensina que com o passar do tempo – com as mudanças de pensamento e Cultura – os conceitos podem mudar – Mesmo aqueles principios fundamentais: da moral, do pudor, da decencia, da familia...

- POR QUE O PRINCIPIO ÉTICO DO GENERALISMO NÃO SERVE PARA A IGREJA ???..

1ª.) Porque apesar dos tempos mudarem – Deus não muda – Tg 1:17; Ml 3:6

2ª.) Porque a Palavra de Deus permanece para sempre – Sl 119:89; Mt 24:35

3º.) Deus não negocia os princípios de sua Palavra

– Jr 1:11,12

- Se Paulo vivesse hoje, seria processado pelo movimento Gay (seria enquadrado pelo crime de homofobia – que é a aversão ao homossexualismo)– Porque Paulo pregaria as palavras que estão em 1 Co 6:10

“Não erreis: Nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bebados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.”

- O Deus que chamou o pecado pelo nome lá no Édem – Hoje continua chamando o pecado pelo mesmo nome...

O mundo chama: aventura amorosa extra conjugal

.A Bíblia chama de adultério – Hb 13:4

.O mundo chama os gays e lésbicas de 3º. Sexo

.A Bíblia continua a declarar: Que Deus fez macho e femea – fora disso, é afronta maligna tentando solapar a criação de Deus – Jo 10:10

.O mundo diz: Libere seus desejos, sua libido

. A Bíblia exorta: Crucifica tua carne – Gl 2:20

.Os homossexuais dizem hoje – Nós podemos formar uma família com filhos e tudo (é familia também)

.Deus olha de cima e diz: Não estou vendo a família nisto... Eu não criei assim...Isto não é família – é depravação – é promiscuidade – é deturpação – é maldição...

Þ 3º.) O PRINCIPIO ÉTICO DO SITUACIONISMO

- O Situacionismo – é um meio termo entre o

ANTINOMISMO E O GENERALISMO

- O ANTINOMISMO (não tem regras nenhuma)

- O GENERALISMO (tem regras – mas elas podem ser quebradas, alteradas)

- Mas, o SITUACIONISMO – baseia-se numa única lei: a lei do amor:

- Ensina por exemplo: “Somos obrigados a contar a verdade, somente se a situação exigir.”

“Se uma mentira for contada com amor, é boa e certa...”

- Em suma: O SITUACIONISMO ensina que o certo e o errado dependem da situação, em função do amor ‘as pessoas.

- Na Segunda Guerra Mundial – Na Ucrania – a Lei permitia que uma prisioneira fosse liberta, se ficasse grávida. Uma presa pediu a um guarda que a engravidasse . Assim aconteceu, e foi liberada da prisão. (O Situacionismo chama isto de adultério altruísta).

- Uma jovem nos Estados Unidos – aceitou atrair um espião inimigo, tendo relações sexuais com ele.

Seus superiores lhe disseram que era certo – pois ela estava ajudando seu país (O Situacionismo chama isto de prostituição patriótica)

Þ 4º.) O PRINCIPIO ÉTICO DO HEDONISMO

- HEDONISMO – vem de “Hedoné” (grego) e significa prazer.

- O HEDONISMO – ensina que o que te dá prazer é o correto, é o certo, é o verdadeiro

- O HEDONISMO É Doutrina egoísta que prega a valorização do usufruto do prazer imediato, não importa as conseqüências, mesmo que em detrimento de outrem; em breves palavras, hedonismo é definido como sendo a obtenção da felicidade por meio de realizações e méritos individuais.

- O HEDONISMO é a princípio ético, onde a finalidade da vida é o prazer

- O HEDONISMO - A pessoa pode ter sexo com quem quiser, seja de que sexo for, desde que a outra pessoa também queira.

- O HEDONISTA DIZ: "Eu mereço ter prazer!" Ligado principalmente aos sentimentos individuais de prazer, fantasias sexuais. taras e desvios morais de toda a ordem.

- QUE DIZ A PALAVRA DE DEUS A RESPEITO DO HEDONISMO:

.2 Co 7:1 “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.!

.Rm 6:12 “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscencias.’

.Rm 6:22 “Mas, agora, libertados do pecado e feitos servos de Deus, tendes o vosso fruto para a Santificação, e por fim a vida eterna.”

.Gl 6:24 “E os que são de Cristo, crucificaram a carne com suas paixões e concupiscencias.”

- A Ética Hedonista não é a nossa ética – Porque o Senhor não chamou para a imundicie – mas, para a Santificação – 1 Ts 4:7

Þ 5º.) O PRINCÍPIO ÉTICO DO PRAGMATISMO

- O Pragmatismo ensina que tudo que resulta em satisfação imediata é verdade..

- Mas, para a Igreja – A Verdade é a expressão absoluta e universal da Vontade de Deus conforme a Palavra de Deus.

- O Pragmatismo – não pergunta: Isto é certo ou errado....Mas, sim: Isto funciona....Isto é prático....

- Nem tudo que é prático é correto.

- Exemplos:

.Um politico corrupto diz que é mais prático fazer um caixa dois (do que prestar contas)

.Um aluno diz que é mais fácil colar – do que estudar.

- Exemplo Bíblico:

.Acã foi pragmatico – diante dos despojos. Escondeu e guardou. Mas, cometeu um terrível pecado ao desobedecer a Deus

.Quando os Israel levou a Arca de Deus num carro de bois. Os sacerdotes optaram pelo mais prático, confortável e funcional – o carro de bois. Mas, Deus nunca tinha ordenado isto – Mas tinha determinado que levassem nos ombros a Arca de Deus – Nm 4:15; Js 3:3; 1Cr 15:2,15

-Nem tudo que é prático é correto!

Þ 6º.) O PRINCÍPIO ÉTICO DO SECULARISMO

- Secularismo – origina-se de uma palavra que significa: profano – mundano – humanista.

- O Secularismo é o oposto do sagrado, do religioso, do espiritual.

- O Secularismo na Igreja é responsãvel pelo liberalismo teológico – que começa nas Escolas de Teologia e se projeta nso púlpitos (Ex; Igrejas hoje mortas e vazias nos USA e Europa)

- O Secularismo tenta destronar Deus e por o homem no centro de tudo. Note como a ética do secularismo tem sua procedencia no inferno.

- Sinais do secularismo em uma igreja:

1º.) Desvio da Verdade – 1 Tm 4:1,2

2º.) Profanação do Sagrado – Sl 93:5

3º.) Perda da identidade bíblica e cristã – 1 Pe 1:15,16

Ser um cristão é identificar-se com Cristo (At 11:26) e não identificar-se com o mundo (Rm 12:1-3)

4º.) Inversão dos verdadeiros valores éticos

.O errado passa a ser certo, e o certo passa a ser errado.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

O VERDADEIRO NOME DE DEUS

Funções do Diácono

O diácono e sua atuação na igreja

Introdução:

             Hoje em dia, há muitos que não entendem o assunto, “O Diaconato,”  e existe muita confusão a respeito.  Há igrejas pequenas com muitos diáconos.  Há igrejas com nenhum.  Há irmãos que pensam que o pastor tem que ser diácono antes de ser pastor.  Outros acham que “Uma vez diácono, sempre diácono,” e também que quando um diácono muda de uma igreja para a outra, é automaticamente considerado diácono da  igreja de destino.  Há igrejas que têm diácono, mas usam um outro membro como tesoureiro.  Algumas igrejas pensam do diácono como líder espiritual, um irmão que deve decidir apenas as questões de natureza administrativa da igreja.  Muitos irmãos querem consagrar um diácono no lugar de pastor.  Outros não provam o candidato antes da consagração ao diaconato.  Será que não devemos repensar a nossa posição sobre o diácono e sua atuação na igreja?

I.          O Sentido da palavra.

A.   A palavra diácono em Grego é diakonoj e é usada 30 vezes no Novo Testamento.

B.  Na maioria destes casos, é traduzida servo ou ministro.   Veja I Co. 3:5 e Rm. 13:4 como exemplos.

C.  O verbo em suas várias formas (diakonew e diakonia) é usado mais vezes e traduzido como ministrar ou servir.

II.         O uso normal da palavra.

A.  Neste sentido todos os membros da igreja são diáconos (servos) de Deus.  Todos devem ministrar aos outros.

B.  Paulo recomendou uma mulher chamada Febe, “a qual serve na igreja que está em Cencréia,” Rm. 16:1.  Ela não foi uma diaconisa [NOTA de HÉLIO] e que saibamos, não ocupou nenhum cargo na igreja.  Mas era uma boa serva de Deus e muito útil para o trabalho. Todos os membros devem servir uns aos outros.  Devem fazer tudo necessário para o bem estar da igreja.

III.        A instituição do diaconato.

A.  Durante o ministério de Cristo na terra, ninguém foi instalado na igreja como diácono.  Não existia o diaconato.  Foi criado depois, com a aprovação de Deus.

B.  Hoje existe a posição do diácono como oficial da igreja.  É um dos dois tipos de ministros ou servos da igreja.   Veja  Fp. 1:1  “Paulo e Timoteo, servos (escravos) de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus, que estão em Filipos, com os bispos (pastores) e diáconos.”

IV.       Os oficiais na igreja atualmente

  A.  Jesus deu oficiais à sua igreja para a sua administração eficaz e espiritual.

1. Os apóstolos e profetas foram necessários por algum tempo antes do recebimento da fé ou doutrina suficiente para a igreja. Estão no fundamento ou alicerce da igreja, Ef. 2:21.

2. Hoje não há apóstolos e profetas na igreja, pois são desnecessários.

B.  Há necessidade de evangelistas e pastores que ensinam a doutrina para a edificação espiritual da  igreja, Ef. 4:11-16.

C.  Também há necessidade de um oficial na igreja que possa cuidar da parte material dela.  São   os diáconos.

D.   No Novo Testamento encontramos as qualificações tanto para o oficial espiritual como para o oficial material.  Por que?  Porque eles vão servir oficialmente a igreja até a vinda de Cristo.  Por que não tem instruções sobre as qualificações de um apostolo ou de um profeta?  Porque hoje não temos apóstolos nem profetas.  Mas temos pastores e diáconos.

V.      A origem do diaconato

               A.  A crise econômica em Jerusalém criou um problema para a nova igreja.

1. Alguns dos membros vendiam seus bens para distribuir entre os outros, At 2:44-45.

2. As contribuições foram dadas voluntariamente, At 5:4.

3. As viuvas foram ajudadas, mais havia desentendimento entre elas, At 6:1.

4. Isto criou murmuração e reclamação, provocando uma assembleia geral dos membros da igreja, At. 6:1-2.

5. Os apóstolos distribuíram estes bens, assim gastando demasiadamente seu tempo, vs. 2.

B.  Os apóstolos resolveram o problema, criando o diaconato para cuidar da parte material da igreja, vs. 3-4.

                         1. A igreja e não os apóstolos, escolheu os candidatos, vs. 2.

                         2. Os apóstolos decidiram quais as qualificações necessárias para ser diácono, vs. 3.

                         3. Tinham que ser homens, vs. 3.

                         4. Tinham que ser homens que todos conheciam e com bom testemunho, vs. 3.

5. Tinham que ser sábios e espirituais, vs. 3, porque teriam que fazer decisões com o dinheiro da igreja, vs. 3.  Foi chamado “este negócio,” vs. 3.

6.  Os homens escolhidos pela igreja foram ordenados pelos apóstolos com a imposição das mãos, vs. 6.

               C.  Os apóstolos ficaram livres para a oração e o ministério da palavra.

1. As atividades dos apóstolos eram totalmente espirituais.  Hoje é assim no caso do pastor.  Ele não é apóstolo, mas é o líder espiritual, não material.

2. Quem administra a palavra, ou toma a frente da igreja espiritualmente, não deve se preocupar com a parte material, como receber ofertas da igreja ou pagar as contas dela.

3.  O diácono é  simplesmente o tesoureiro da igreja.  Por isso deve ser conhecido como um homem muito  honesto.  Se a igreja não pode confiar nele, deve colocar um outro no cargo.

               D.  O resultado foi o crescimento da igreja,  At. 6:7.

1. Por que?  Porque o trabalho material foi dado ao diácono e os apóstolos ficaram livres para orar e pregar.

VI.       Quais são as qualificações do diácono?  

A.  Além dos requisitos mencionados em At. 6:3, há uma lista dos mesmos em I Tm. 3:8-13.      

1. Ser honesto, ou sério, vs. 8.  É a principal e primeira exigência.  Ele vai mexer com dinheiro da igreja.   Sua mulher também deve ser honesta, vs. 11.

2. Não ser de língua dobre, vs. 8.  Não pode dizer uma coisa a um irmão e outra coisa ao outro.  Sua mulher também não pode ser maldizente, vs. 11.

                         3. Não ser dado a muito vinho, vs. 8.  Assim, não poderia raciocinar certo, com clareza.

                         4. Não ser cobiçoso de dinheiro ganho ilicitamente, vs. 1. A razão é evidente.

5. Saber guardar a fé com confiança, conhecer a doutrina, vs. 9.  Este ponto é mais importante do que alguns pensam.  O diácono deve ser um homem espiritual que conhece a doutrina.

6. Ser casado com uma só mulher.  Não amigado, nem divorciado e recasado, vs. 12.

7. Governar bem a sua própria casa e família, vs. 12.

           

VII.      Quais são as atividades dos diáconos na igreja?

                A.  O “ministério cotidiano“ era tratar das necessidades materiais das viúvas na igreja, At. 6:1.

                         1.  A igreja deve contribuir para o sustento das suas viúvas verdadeiras.

                         2.  A igreja deve decidir quem vai receber tal sustento.

                B.  Paulo definiu a viúva verdadeira que merece ajuda financeira regular,  I Tm. 5:3-16.

                         1. Uma viúva desamparada, sem família para ajudá-la, vs. 4-5,16.

2. Uma mulher com a idade mínima de sessenta anos, casada uma só vez , vs. 9.

3.  Uma mulher consagrada a Deus e sua obra, vs. 6,7,10.

4.  Uma mulher hospitaleira, vs. 10.

5.  Uma mulher que criou filhos, vs. 10.

6.  Uma mulher de muita oração, vs. 5.

7.  Uma mulher não maldizente, vs. 13.

                C.   Ele paga as contas da igreja.

1.  O diácono não paga as contas com o seu próprio dinheiro.

2.  Ele deve ter muito cuidado na distribuição das ofertas, pois são contribuições dos membros da igreja.

3.  Ele é responsável pelo dinheiro e deve saber fazer a contabilidade.

4.  Ele não é dono da igreja, mas é um mordomo dela.

5.  Ele é um membro igual aos outros.  Tem um voto só.  Ele é servo da igreja, não mestre.  Deve dar a sua contribuição também como qualquer outro membro.

                D.  Ser diácono não é estágio para ser pastor.  Não existe hierarquia entre nós.

                E.  O diaconato não é um cargo vitalício. Ele pode ser substituído.  O cargo pode ser eliminado.

VIII.     Quantos diáconos são necessários para a igreja?

                 A.  A igreja em Jerusalém tinha milhares de membros.

                 B.  Ela tinha doze apóstolos e precisava deles.

                 C.  Ela escolheu sete homens para cuidar do problema material.

D. Cada igreja tem necessidades diferentes. Cada igreja deve decidir quantos diáconos são   necessários para ela.

1. Minha impressão é que um só basta na maioria das igrejas, pois elas não tem viúvas a cuidar.  O orçamento da igreja é pequeno.

2. Por que uma igreja quer muitos diáconos e não muitos pastores?

IX.       Quais são as recompensas do diácono?

                A.  Se servir bem, receberá uma boa posição.  Um bom galardão, vs. 13.

                B.  Sua fé ou confiança será multiplicada, vs. 13.

Conclusão:

·         O diácono não é um ministro espiritual, mas material.  Ele próprio tem que ser um homem espiritual.

·         O diácono não é o chefe da igreja.

·         O diácono não é um pastor.

·         O diácono deve ser examinado e aprovado pela igreja e o seu pastor.

·         O diácono pode ser exonerado do seu cargo.

·         O diácono faz o trabalho de tesoureiro.  Se tem um diácono, por que escolher um tesoureiro?

·         O diácono é respeitado pela igreja como homem honesto, um bom administrador, um bom crente.

·         Não é necessário uma igreja pequena ter muitos diáconos.

·         É melhor ter um pastor sem diácono do que um ou muitos diáconos sem pastor!

·         Quando um diácono muda de uma igreja para a outra, pode ser ou não reconhecido com diácono da igreja de destino.  Isto depende de votação dela.  O caso é semelhante ao pastor consagrado numa igreja, que muda para uma outra igreja.  É a votação da igreja que decide se ele vai ser ou não o pastor.

·         Que Deus levante homens qualificados para servir como verdadeiros diáconos ou servos da igreja!

Preparado pelo Pastor Steve Montgomery

[NOTA de HÉLIO: A palavra diaconisa (transliteração feminino: diakonissa) é citada por Charles C. Ryrie, no livro Basic Theology p. 485, como existente no Grego Koiné, porém ela jamais foi usada por Deus, no Novo Testamento!]

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

QUEM ERA A MÃE DO REI DAVI?


ARQUEOLOGIA E TEOLOGIA

Rei Davi era bastardo? era filho de prostituta? quem era sua mãe?

Há muita especulação sobre a vida do Rei David. E tem muitas historias e estorias sobre ele. Coisas intrigantes, e como se não bastasse, outros estarem na bíblia com algumas faltas e erros, ele não seria diferente. Porem de todos os comentários, o que mais chama atenção não é o fato de ser assassino e adultero. Mas ter uma linhagem duvidosa, ou seja, bastardo. Veremos a seguir detalhes que pode dar o que falar. E ainda o motivo que Davi era para seu pai Jessé uma vergonha. Mas porque? Eis ai o motivo de minha busca.

Isto deixa diversas interpretações possíveis:

1)- Que Naás era mulher, esposa de Jessé e mãe de todos os envolvidos (o nome podia ser dado a pessoas de ambos os sexos), mas isto não é muito provável, porque as mulheres eram incluídas numa genealogia apenas por motivos especiais, que aqui parecem faltar.

2)-Que Naás era outro nome de Jessé, conforme sugere A Septuaginta grega (edição lagardiana) tem “Jessé” em vez de Naás em 2 Samuel 17,25.

3)- Que Naás era o anterior marido da esposa de Jessé (uma sugestão mais provável) e que ela deu à luz para Naás duas filhas, Abigail e Zeruia, antes de se casar com Jessé e dar-lhe vários filhos.

4)- Abigail é chamada de “filha de Naás”, mas ela e sua irmã não são chamadas diretamente de filhas de Jessé, pai de Davi, embora sejam mencionadas como as “irmãs” dos filhos de Jessé, inclusive Davi. Isso nos mostra que era de outra linhagem.

Davi era descendente de Boaz e Rute, e tinha uma ascendência que remontava a Judá, por intermédio de Peres. (Rute 4,18-22; Mt 1,3-6) Este caçula dentre os oito filhos homens de Jessé também tinha duas irmãs ou meias-irmãs. (1Sam 16,10-11; 17,12; 1Cr 2,16).

Um dos irmãos de Davi evidentemente morreu sem ter filhos e foi assim omitido em registros genealógicos posteriores. (1Cr 2,13-16)

Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmos 51:5-6

Não existe erro em interpretar que Davi se refere ao estado em que todo ser humano nasce, ou seja, no pecado original, mas seria um erro desconsiderar a informação literal que temos no mesmo versículo.

Diferente do salmo 23, Davi está num momento crítico de sua vida, onde é confrontado pelo juízo de Deus por causa de seu duplo pecado no caso da mulher de Urias, é nesse momento que sua alma se angustia e, em arrependimento, ele clama a Deus.
Ao dizer que foi formado em iniquidade e concebido em pecado por sua mãe, Davi não está poetizando, mas de fato, está declarando um fato de sua vida.
Davi foi fruto do pecado de seu pai Jessé, e provavelmente era filho de uma moabita ou caananita e não da mãe de seus irmãos.

Vamos às evidências.

APARÊNCIA - Se a Bíblia evidencia a aparência de alguém é porque tinha algo distinto do comum. No caso de Davi, ele era diferente de seus irmãos.

Então mandou chamá-lo e fê-lo entrar (e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença); e disse o SENHOR: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo. 1 Samuel 16:12

E, olhando o filisteu, e vendo a Davi, o desprezou, porquanto era moço, ruivo, e de gentil aspecto. 1 Samuel 17:42

É fato que os rapazes judeus são de aspectos viris, rústicos e não são ruivos.

EVIDÊNCIAS CULTURAIS - O trabalho sujo de uma família era responsabilidade do filho bastardo se houvesse e o mesmo não podia sentar-se à mesa com os filhos legítimos.

Davi recolhia os monturos (lixo caseiro, resto das refeições) em sua casa. Salmo 113.7
Davi apascentava os rebanhos de seu pai. I Samuel 17.20;28
Davi não se sentava à mesa junto com seus irmãos. I Samuel 16.10-11

Porque Davi disse: “em pecado me concebeu minha mãe”?

Afinal, descobre a verdade de seu nascimento: “Em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl 51:5). Embora este texto tenha sido explicado na História como sendo uma sina humana ou seja, o “pecado original”, pelos pais da Igreja, em realidade não passa de uma conjectura, porque, na verdade, não existe pecado original.

Nenhum texto da Bíblia apóia tal doutrina católica, a qual os protestantes, sem uma avaliação, acabaram herdando daquela teologia. Na verdade, Davi estava falando de sua situação pessoal, da sua afronta e da afronta de sua pequena família, que vivia em uma tenda campal separada da casa de Jessé.

Não se referia ao pecado de Adão, pelo qual toda a raça humana foi condenada à morte (Rm 5:14). Pois, se assim fosse, a relação íntima entre marido e mulher seria considerada impura e pecaminosa, quando, de fato, é um ato santo e,também,de santificação (1Co 7:14). Hoje, inclusive, alguns crêem e defendem veementemente que a relação conjugal é um grave pecado. Mas, o que nos chama a atenção é que, geralmente, os tais defensores têm tantos filhos quanto Jacó!

A origem de tudo. Lendo o texto de 2 Samuel 17:25:“E Absalão colocou Amasa (“fardo”) à frente de seu exército, no lugar de Joabe. E Amasa era filho de um homem chamado Itra (“abundância”), israelita, que se chegou a Abigail, filha de Naás (“serpente”), irmã de Zeruia, mãe de Joabe” (2 Sm 19:13; 20:9‐12). O destino de Amasa está sendo confirmado. Aqui, chegamos a conhecer quem era a mãe de Davi: Naás. Davi tinha duas irmãs: Abigail e Zeruia. Abigail foi mãe de Amasa e Joabe era filho de Zeruia, uma mulher de caráter forte, grande influenciadora de seus tres filhos: Abisai, Joabe e Asael (1 Cr 2:16). Davi suportava os filhos de sua irmã Zeruia, pois eram um mal necessário. Embora fossem seus sobrinhos, Davi não os considerava parentes (2 Sm 19:22).Mas Davi amava o filho de sua irmã Abigail (2 Sm 19:13), e a ambos, mãe e filho, considerava de fato seus parentes sanguíneos: carne da mesma carne e osso dos seus ossos.

Sabemos, pelo texto acima que Naás era mãe de Davi, e Zeruia e Abigail suas irmãs por parte de mãe. Davi, com isso, era filho de Jessé com Naás. Esta era a razão pela qual Davi vivia isolado com a sua mãe em uma pequena tenda no campo, onde:

(1) Era considerado vil (Sl 69:19) e como pastor de umas poucas ovelhas, foi acusado indiretamente de fracassado por seu irmão mais velho (1 Sm 17:28).
(2) Seus irmãos o abandonaram no lodo (Sl 69:2).
(3) Foi deixado no deserto, desesperado (Sl 69:3).
(4) Foi odiado sem razão muitas vezes (Sl 69:4).
(5) Seus irmãos eram seus inimigos gratuitamente (Sl 69:4c).
(6) Vivia sob grande afronta e vergonha por causa da situação civil de sua mãe (Sl 69:19; Sl 51:5). Mas sua mãe era uma mulher forte e o ensinou a vencer os desafios da vida.
(7) Era considerado estrangeiro por seus irmãos (Sl 69:8).
(8) Passou fome (Sl 69:10).
(9) Era objeto de escárnio de seus irmãos (Sl 69:11). Um de seus irmãos era o principal autor desses escárnios; por isso o tal perdeu o seu lugar na lista dos filhos de Jessé e o seu nome foi borrado e Davi tomou o seu lugar, conforme a profecia dita a Rute, mas que se cumpriu em Davi (Sl 69:28; Rt 4:14,15): “...Melhor do que sete filhos”, era o oitavo filho de Jessé (1 Sm 16:6‐10; 1 Cr 2:15).
(10) Era motivo de fofocas (Sl 69:13) e tema das canções dos bêbados.
(11) Sabia qual era a sua grande afronta, por ser um filho ilegítimo (Sl 51:5; Sl 69:19).
(12) Era odiado pelos seus irmãos, que zombavam dele (Sl 69:21).
(13) Chamado de presunçoso, maldoso e bisbilhoteiro (1 Sm 17:28). Bisbilhoteiro, só é chamado se voce nao for considerado da familia e se voce não vive dentro da mesma casa.
(14) Era acusado sem saber porquê (1 Sm 17:29).

Por que Davi era tão odiado?

Davi nasceu como fruto de uma relação conjugal contratada, como aconteceu com Léia e Raquel (Gn 30:12‐16), Sara e Agar (Gn 16:2). Naás ficou grávida de Davi da mesma forma como Léia ficou de Issacar. A tradição judaica diz que Naás era uma das servas de Jessé, assim como Bila e outras eram servas de Jacó. O acontecimento causou tanta dor e agonia em todos, que Jessé acabou providenciando uma pequena tenda à parte no campo, onde, com alguns animais e poucas ovelhas, aquela pequena família viveu. Uma outra Léia levantou‐se, mas em Belém de Judá, Naás. Depois ou ja eram nascidas, outras duas filhas: Zeruia e Abigail, as quais serão mães dos maiores generais da história de Israel: Amasa, Joabe, Abisai e Asael, todos sobrinhos de Davi (2 Sm 17:25).

A aparência de Davi coma sua mãe revoltava os seus sete irmãos, que zombavam dele constantemente, fazendo‐lhe maldades das mais cruéis, desejando a sua morte. Sua vida foi cruel no meio de seus irmãos. Jessé o detinha ali, um pouco longe deles, mas era em vão.

O que eu vejo numa pessoa que nasceu neste lar, e ainda teve que enfrentar urso e leão, para proteger o rebanho de seu pai, as malhadas. As escoria das ovelhas, porque não servia para sacrifício. Crescer e meios a tantos conflitos familiares e se possível passar na cara que era bastardo, porque o bastardo não tinha o direito de entrar na casa principal, comer e festejar juntos não podia. Então o enfrentar o urso e o leão, não vejo como uma bravura, mas alguém que desejava a morte, porque não faria diferença nenhuma na vida dele, viver ou morrer naquele momento. Até porque ninguém o viu fazer tal coisa para ser um ato de bravura.

Naquela tenda pastoril, criado pela sua mãe, ele aprendeu a tocar harpa, a arte da guerra, a acertar alvos com pedras, a arte da funda, e os segredos da noite no meio de seu pequeno rebanho, atração dos leões ferozes da região. Ruivo como a sua mãe, de belo parecer, sisudo em palavras, valente, cheio de ânimo, varão de guerra e, acima de tudo, o Senhor era com ele (1 Sm 16:18).Por todas estas coisas maravilhosas inspirava inveja de todos os seus irmãos. Ele jamais havia comido na mesa da casa de seu pai. Jamais havia assentado‐se no meio de seus irmãos. Era uma utopia pensar que um dia seria diferente.

“Preparas uma mesa perante mim, na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda”.

Samuel conversou a sós com Jessé, que consente em santificar os seus filhos. Jessé não rejeitou pagar os valores da santificação, como era comum (Lv 27:1‐12). Seus sete filhos foram santificados, menos Davi pois não tinha o status de filho. Ele não pode presenciar nenhum daqueles movimentos. Sacrifícios foram oferecidos, e a sua casa tornou‐se um tabernáculo. Ele daria tudo para ver tudo aquilo que foi negado aos seus olhos.

Samuel preparou o chifre com azeite genuíno, especial para ungir o novo rei. Jessé saiu pelos quartos falando forte com todos os sete filhos, um por um: “Arrumem‐se! Hoje é um dia especial”. Mas, lá no campo, Davi, alimentava as ovelhas e sussurrava aquela parte da canção, indagando o que seria: “Preparas uma mesa perante mim, na presença de meus...”. Sem que ninguém tivesse conhecimento da intenção divina nem do profeta, Samuel, depois de santificá‐los, os convida à festa que começa. Assim, Samuel inicia a cerimônia, chamando o primogênito de Jessé. Ele vem: alto, forte e de bela aparência. Samuel pensa ser aquele. Mas Deus o repreende e ordena‐lhe que veja mais fundo: no coração. Um por um, passaram todos os filhos: o belo, o forte, o corajoso, o intelectual, o zombador, o obediente, o desobediente, enfim, todos! Olhando ao coração, bem no interior do espírito, fato comum ao profeta, nenhum deles foi aprovado. Deus não escolheu nenhum deles.

Samuel percebeu logo que algo estava errado. Como profeta, sabia que a família estava dividida. Mas não entrou em detalhes e perguntou: “Há mais algum mancebo?”.
Não perguntou se havia filhos. Perguntou se havia mancebos, pois a sabedoria dizia que Davi não tinha status de filho(pelo menos legitimo não). Jessé não esperava aquela pergunta. Mas respondeu: “O menor, ele está cuidando das ovelhas”. Samuel pediu que o trouxessem, pois não se assentariam à mesa até que ele chegasse ali.

Perceberam? Que a mesa ja estava pronta?
E ele não participa.

Não havia roupa especial para ele. Na sua concepção, ele jamais usaria uma roupa festiva. Então, vestido como um pastorzinho, o levaram. Mas, enquanto o profeta pensava, Deus o despertou: “Eis aí o rei. Unge‐o!”. O azeite cairá sobre a sua cabeça, e levará vinte e oito anos para chegar às orlas de seus vestidos (Sl 133).
A seguir, eles assentaram‐se à mesa. Davi não sabia como comportar‐se ali. seus irmãos o encaravam; ele baixava os olhos,mas por dentro dizia, cheio de gozo: “Preparas uma mesa perante mim, ma presença de meus angustiadores; unges a minha cabeça com óleo, e o meu coração dispara!” (Sl 118:22).

A partir daqui, muitas situações adversas passaram sobre ele, mas a unção o ajudou a triunfar. Não somente triunfará sobre todas as dificuldades, como também registrará nos seus salmos, em suas preciosas orações, como confiar em Deus em meio a tamanhas circunstâncias adversas, a fim de consolar a todos aqueles que trilharem pelo mesmo caminho.

Nos seus salmos, encontramos:
(1) força que enfrenta corajosamente os seus adversários;
(2) que mesmo tendo nascido sob circunstâncias moralmente vergonhosas, pela nossa vossa vocação podemos valorizar a nossa própria dignidade, abstendo‐nos dos pecados de nossos pais;
(3) que podemos silenciosamente triunfar diante das mais graves dificuldades;
(4) que podemos lutar bravamente como guerreiros de Deus que têm sobre si uma missão nacional;
(5) que podemos confiar abertamente na justiça e na misericórdia daquele que nos chamou;
(6) que jamais sucumbiremos sob os desafios de nossa vida se tivermos memoriais e exemplos a seguir;
(7) que podemos ser consolados pelas palavras de alentos do Senhor;
(8) que, dependendo de nossa fé e de nossa convicção, poderemos avançar sem medo.

Baruch HaShem!
pastor paulo às 20:06
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domingo, 21 de fevereiro de 2016

TEOLOGIA LIBERAL

A TEOLOGIA LIBERAL E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A FÉ BÍBLICA

Por Danilo Raphael

Do jeito que as coisas andam em nossos dias, precisamos urgentemente nos libertar da teologia liberal. É espantoso o crescente número de livros (inclusive publicados por editoras evangélicas) que esboçam os ensinamentos deste tipo de teologia ou tecem comentários favoráveis. Embora esta teologia tenha nascido com os protestantes, hoje, porém, seus maiores expoentes são os católicos romanos. Em qualquer livraria católica encontramos grande quantidade de obras defendendo e/ou propagando a teologia liberal. E não é só isso. A forma com que alguns seminários e igrejas vêm se comprometendo com os ensinos desta teologia também é de impressionar.

A libertação da teologia liberal não só é necessária como também é vital para a Igreja brasileira, ameaçada pelo secularismo e pelo liberalismo teológico corrosivo.

Apesar das motivações iniciais dos modernistas, suas idéias, no entanto, representaram grave ameaça à ortodoxia, fato já comprovado pela história. O movimento gerou ensinamentos que dividiram quase todas as denominações históricas na primeira metade deste século. Ao menosprezar a importância da doutrina, o modernismo abriu a porta para o liberalismo teológico, o relativismo moral e a incredulidade descarada. Atualmente, a maioria dos evangélicos tende a compreender a palavra “modernismo” como uma negação completa da fé. Por isso, com facilidade esquecemos que o objetivo dos primeiros modernistas era apenas tornar a igreja mais “moderna”, mais unificada, mais relevante e mais aceitável em uma era caracterizada pela modernidade.

Mas o que caracterizaria um teólogo liberal? O verbete sobre o “protestantismo liberal” do Novo Dicionário de Teologia, editado por Alan Richardson e John Bowden, nos traz uma boa noção do termo. Vejamos três destaques de elementos do liberalismo teológico:

1 – É receptivo à ciência, às artes e estudos humanos contemporâneos. Procura a verdade onde quer que se encontre. Para o liberalismo não existe a descontinuidade entre a verdade humana e a verdade do cristianismo, a disjunção entre a razão e a revelação. A verdade deve ser encontrada na experiência guiada mais pela razão do que pela tradição e autoridade e mostra mais abertura ao ecumenismo;

2 – Tem-se mostrado simpatia para com o uso dos cânones da historiografia para interpretar os textos sagrados. A Bíblia é considerada documento humano, cuja validade principal está em registrar a experiência de pessoas abertas para a presença de Deus. Sua tarefa contínua é interpretar a Bíblia, à luz de uma cosmovisão contemporânea e da melhor pesquisa histórica, e, ao mesmo tempo, interpretar a sociedade, à luz da narrativa evangélica;

3 – Os liberais ressaltam as implicações éticas do cristianismo. O cristianismo não é um dogma a ser crido, mas um modo de viver e conviver, um caminho de vida. Mostraram-se inclinados a ter uma visão otimista da mudança e acreditar que o mal é mais uma ignorância. Por ter vários atributos até divergentes, o liberal causa alergia para uns e para outros é motivo de certa satisfação, por ser considerado portador de uma mente aberta para o diálogo com posições contrárias.

As grandes batalhas causadas pelo liberalismo foram travadas dentro das grandes denominações históricas. Muitos pastores que haviam saído dos EUA no intuito de se pós-graduarem nas grandes universidades teológicas da Europa, especificamente na Alemanha, em que a teologia liberal abraçava as teorias destrutivas da Alta Crítica produzida pelo racionalismo humanista, acabaram retornando para os EUA completamente descrentes nos fundamentos do cristianismo histórico. Os liberais, devido à tolerância inicial dos fiéis para com a sã doutrina, tiveram tempo de fermentar as grandes denominações e conseguiram tomar para si os grandes seminários, rádios e igrejas, de modo que não sobrou outra alternativa para grande parte dos fundamentalistas senão sair dessas denominações e se organizar em novas denominações. Daí surgiram os Batistas Regulares (que formaram a Associação Geral das Igrejas Batistas Regulares, em 1932), os Batistas Independentes, as Igrejas Bíblicas, as Igrejas Cristãs Evangélicas, a Igreja Presbiteriana
dos Estados Unidos (em 1936, que mudou seu nome para Igreja Presbiteriana Ortodoxa), a Igreja Presbiteriana Bíblica (em 1938), a Associação Batista Conservadora dos Estados Unidos (em 1947), as Igrejas Fundamentalistas Independentes dos Estados Unidos (em 1930) e muitas outras denominações que existem ainda hoje.

Podemos dizer que algumas das características do cristianismo ortodoxo se baseiam nos seguintes pontos:

• Manter fidelidade incondicional à Bíblia, que é inerrante, infalível e verbalmente inspirada;
• Acreditar que o que a Bíblia diz é verdade (verdade absoluta, ou seja, verdade sempre, em todo lugar e momento);
• Julgar todas as coisas pela Bíblia e ser julgado unicamente por ela;
• Afirmar as verdades fundamentais da fé cristã histórica: a doutrina da Trindade, a encarnação, o nascimento virginal, o sacrifício expiatório, a ressurreição física, a ascensão ao céu, a segunda vinda do Senhor Jesus Cristo, o novo nascimento mediante a regeneração do Espírito Santo, a ressurreição dos santos para a vida eterna, a ressurreição dos ímpios para o juízo final e a morte eterna e a comunhão dos santos, que são o Corpo de Cristo.
• Ser fiel à fé e procurar anunciá-la a toda criatura;
• Denunciar e se separar de toda negativa eclesiástica dessa fé, de todo compromisso com o erro e de todo tipo de apostasia;
• Batalhar firmemente pela fé que foi concedida aos santos.

Contudo, o liberalismo, em sua apostasia, nega a validade de quase todos os fundamentos da fé, como, por exemplo, a inerrância das Escrituras, a divindade de Cristo, a necessidade da morte expiatória de Cristo, seu nascimento virginal e sua ressurreição. Chegam até mesmo a negar que existiu realmente o Jesus narrado nas Escrituras. A doutrina escatológica liberal se baseia no universalismo (todas as pessoas serão salvas um dia e Deus vai dar um jeito até na situação do diabo) e, conseqüentemente, para eles, não existe inferno e muito menos o conceito de pecado. O liberalismo é um sistema racionalista que só aceita o que pode ser “provado” cientificamente pelos próprios conhecimentos falíveis, fragmentados e limitados do homem.

Os primeiros estudiosos que aplicaram o método histórico-crítico sem critérios ao estudo das Escrituras negavam que a Bíblia fosse, de fato, a Palavra de Deus inspirada. Segundo eles, a Bíblia continha apenas a Palavra de Deus.

O liberalismo teológico tem procurado embutir no cristianismo uma roupagem moderna: pegam as últimas idéias seculares e, sorrateiramente, espalham no mundo cristão. J.G. Machem, em seu livro Cristianismo e liberalismo, trata deste assunto com maestria. Na contracapa, podemos ver uma pequena comparação entre o cristianismo e o liberalismo: “O liberalismo representa a fé na humanidade, ao passo que o cristianismo representa a fé em Deus. O primeiro não é sobrenatural, o último é absolutamente sobrenatural. Um é a religião da moralidade pessoal e social, o outro, contudo, é a religião do socorro divino. Enquanto um tropeça sobre a ‘rocha de escândalo’, o outro defende a singularidade de Jesus Cristo. Um é inimigo da doutrina, ao passo que o outro se gloria nas verdades imutáveis que repousam no próprio caráter e autoridade de Deus”.

Muitos, por buscarem aceitação teológica acadêmica, têm-se comprometido fatalmente, pois, na prática, os liberais tentam remover do cristianismo todas as coisas que não podem ser autenticadas pela ciência. Sempre que a ciência contradiz a Bíblia, a ciência é preferida e a Bíblia, desacreditada.

Hoje, a animosidade que demonstram para com a Bíblia tem caracterizado aqueles que crêem que ela é literalmente a Palavra de Deus e inerrante (sem erros em seus originais) como “fundamentalistas”.1 Ora, podemos por acaso negociar o inegociável?

Os liberais acusam os evangélicos de transformar a Bíblia em um “papa de papel”, ou seja, em um ídolo. Com isso, culpam os evangélicos de bibliolatria.2 Estamos cientes de que tem havido alguns exageros por parte de alguns fundamentalistas evangélicos, mas a verdade é que os “eruditos” liberais têm-se mostrado tão exagerados quanto muitos do que eles denominam de fundamentalistas. Teoricamente falando, a maioria dos liberais acredita em Deus, supondo que Ele pode intervir na história da humanidade, porém, na prática, e com freqüência, mostram-se muito mais deístas.3 Normalmente, os liberais também favorecem o “relativismo”, ou seja, difundem que no campo da verdade não há absolutos. Segundo este raciocínio, se não há verdades absolutas, então, as verdades da Bíblia (que são absolutas) são relativas, logo, não podem ser a Palavra de Deus. Tendo rejeitado a Bíblia como a infalível Palavra de Deus e aceitado a idéia de que tudo está fluindo, o teólogo liberal afirma que não é segura qualquer idéia permanente a respeito de Deus e da verdade teológica.

Levando o pensamento existencialista às últimas conseqüências, conclui-se que: se quisermos que a Bíblia tenha algum valor para a modernidade e fale ao homem moderno, temos de criar uma teologia para cada cultura, para cada contexto, onde nenhum ensino é absoluto, mas relativo, variando conforme o contexto sociocultural. Obviamente, tal pensamento possui fundamento em alguns pontos, mas daí ao radicalismo de pregar que nada é absoluto, isso já extrapola e fere diversos princípios bíblicos.

Raízes

O liberalismo teológico começou a florescer de forma sistematizada devido à influência do racionalismo de Descartes e Spinoza, nos séculos 17 e 18, que redundou no iluminismo.4 O liberalismo opunha-se ao racionalismo extremado do iluminismo.

Na verdade, quando a igreja começa a flertar com o liberalismo e se render aos seus interesses, ela perde sua autoridade e deixa de ser embaixadora de Deus. A história tem provado que onde o liberalismo teológico chega a Igreja morre. Este é um aviso solene que deve estar sempre trombeteando em nossos ouvidos.

A baixa crítica

Conforme Gleason L. Archer Jr, “a ‘baixa crítica’ ou crítica textual se preocupa com a tarefa de restaurar o texto original na base das cópias imperfeitas que chegaram até nós. Procura selecionar as evidências oferecidas pelas variações, ou leituras diferentes, quando há falta de acordo entre os manuscritos sobreviventes, e pela aplicação de um método científico chegar àquilo que era mais provavelmente a expressão exata empregada pelo autor original”.5

A alta crítica

J. G. Eichhorn, um racionalista germânico dos fins do século 18, foi o primeiro a aplicar o termo “alta crítica” ao estudo da Bíblia. E, por esse motivo, ele tem sido chamado de “o pai da crítica do Antigo Testamento”. Segundo R. N. Champlin, “a ‘alta crítica’ aponta para o exame crítico da Bíblia, envolvendo qualquer coisa que vá além do próprio texto bíblico, isto é, questões que digam respeito à autoria, à data, à forma de composição, à integridade, à proveniência, às idéias envolvidas, às doutrinas ensinadas, etc. A alta crítica pode ser positiva ou negativa em sua abordagem, ou pode misturar ambos os pontos de vista”.6 Mas o que temos visto na prática é que esta forma de crítica tem negado as doutrinas centrais da fé cristã, em nome da ciência, da modernidade e da razão. O que fica evidente é que alguns críticos partem com o intuito de desacreditar a Bíblia, devido a alguns pressupostos naturalistas, chegando ao cúmulo de dizer que a Igreja inventou Jesus.

Conforme Norman Geisler “a alta crítica pode ser dividida em negativa (destrutiva) e positiva (construtiva). A crítica negativa, como o próprio nome sugere, nega a autenticidade de grande parte dos registros bíblicos. Essa abordagem, em geral, emprega uma pressuposição anti-sobrenatural”.7

Métodos aplicados a qualquer tipo de literatura passaram a ser aplicados também à Bíblia, com grandes doses de ceticismo (no que diz respeito à validade histórica e à integridade de seus livros), com invenções de entusiastas que tinham pouca base nos fatos históricos. Assim, onde vemos nas narrativas da Bíblia fatos sobrenaturais esta teologia lhes confere interpretações naturais, retirando da Palavra de Deus todas as intervenções miraculosas. Claramente é impróprio, ou mesmo blasfematório, nos colocarmos como juízes sobre a Bíblia.

Penosamente, a “alta crítica” tem empregado uma metodologia faltosa, caindo em alguns pressupostos questionáveis. E, devido aos seus resultados, ultimamente vem sendo descrita como “alta crítica destrutiva”. (para melhor compreensão, veja o quadro comparativo acima)8

C. S. Lewis, sem dúvida o apologista cristão mais influente do século 20, em seu artigo “A teologia moderna e a crítica da Bíblia”, tece os seguintes comentários:

“Em primeiro lugar, o que quer que esses homens possam ser como críticos da Bíblia, desconfio deles como críticos9 [...] Se tal homem chega e diz que alguma coisa, em um dos evangelhos, é lendária ou romântica, então quero saber quantas lendas e romances ele já leu, o quanto está desenvolvido o seu gosto literário para poder detectar lendas e romances, e não quantos anos ele já passou estudando aquele evangelho10 [...] os críticos falam apenas como homens; homens obviamente influenciados pelo espírito da época em que cresceram, espírito esse talvez insuficientemente crítico quanto às suas próprias conclusões11 [...] Os firmes resultados da erudição moderna, na sua tentativa de descobrir por quais motivos algum livro antigo foi escrito, segundo podemos facilmente concluir, só são ‘firmes’ porque as pessoas que sabiam dos fatos já faleceram, e não podem desdizer o que os críticos asseguram com tanta autoconfiança”.12

Prove e veja

Na Universidade de Chicago, Divinity School, em cada ano eles têm o que chamam de “Dia Batista”, quando cada aluno deve trazer um prato de comida e ocorre um piquenique no gramado. Nesse dia, a escola sempre convida uma das grandes mentes da literatura no meio educacional teológico para palestrar sobre algum assunto relacionado ao ambiente acadêmico.

Certo ano, o convidado foi Paul Tillich,13 que discursou, durante duas horas e meia, no intuito de provar que a ressurreição de Jesus era falsa. Questionou estudiosos e livros e concluiu que, a partir do momento que não existiam provas históricas da ressurreição, a tradição religiosa da igreja caía por terra, porque estava baseada num relacionamento com um Jesus que, de fato, segundo ele, nunca havia ressurgido literalmente dos mortos.

Ao concluir sua teoria, Tillich perguntou à platéia se havia alguma pergunta, algum questionamento. Depois de uns trinta segundos, um senhor negro, de cabelos brancos, se levantou no fundo do auditório: “Dr Tillich, eu tenho uma pergunta, ele disse, enquanto todos os olhos se voltavam para ele. Colocou a mão na sua sacola, pegou uma maçã e começou a comer... Dr Tillich... crunch, munch... minha pergunta é muito simples... crunch, munch... Eu nunca li tantos livros como o senhor leu... crunch, munch... e também não posso recitar as Escrituras no original grego... crunch, munch... Não sei nada sobre Niebuhr e Heidegger... crunch, munch... [e ele acabou de comer a maçã] Mas tudo o que eu gostaria de saber é: Essa maçã que eu acabei de comer... estava doce ou azeda?

“Tillich parou por um momento e respondeu com todo o estilo de um estudioso: ‘Eu não tenho possibilidades de responder essa questão, pois não provei a sua maçã’.

“O senhor de cabelos brancos jogou o que restou da maçã dentro do saco de papel, olhou para o Dr. Tillich e disse calmamente: ‘O senhor também nunca provou do meu Jesus, e como ousa afirmar o que está dizendo?”. Nesse momento, mais de mil estudantes que estavam participando do evento não puderam se conter. O auditório se ergueu em aplausos. Dr. Tillich agradeceu a platéia e, rapidamente, deixou o palco”.

É essa a diferença!

É fundamental considerar que tudo o que engloba a fé genuinamente cristã está amparado em um relacionamento experimental (prático) com Deus. Sem esse pré-requisito, ninguém pode seriamente afirmar ser um cristão. Seria muito bom se os críticos se atrevessem a experimentar este relacionamento antes de tecerem suas conjeturas. Se assim fosse, certamente se lhes abriria um novo horizonte para suas proposições e, quem sabe, entenderiam que o sobrenatural não é uma brecha da lei natural, mas, sim, uma revelação da lei espiritual.

Notas:

1 O fundamentalismo foi um movimento surgido nos Estados Unidos durante e imediatamente após a 1ª Guerra Mundial, a fim de reafirmar o cristianismo protestante ortodoxo e defendê-lo contra os desafios da teologia liberal, da alta crítica alemã, do darwinismo e de outros pensamentos considerados danosos para o cristianismo.
2 Adoração à Bíblia.
3 Segundo a comparação clássica entre Deus e o fabricante de um relógio, Deus, no princípio, deu corda ao relógio do mundo de uma vez para sempre, de modo que ele agora continua com a história mundial sem a necessidade de envolvimento da parte de Deus.
4 O Iluminismo enfatizava a razão e a independência e promovia uma desconfiança acentuada da autoridade. A verdade deveria ser obtida por meio da razão, observação e experiência. O movimento foi dominado pelo anti-sobrenaturalismo e pelo pluralismo religioso.
5 ARCHER, Gleason L. Merece confiança o Antigo Testamento? Edições Vida Nova, p.54.
6 CHAMPLIN, R.N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol 1. Candeia, p. 122.
7 GEISLER, Norman. Enciclopédia de Apologética. Editora Vida, p.113.
8 Ibid. p. 116.
9 MCDOWELL, Josh. Evidência que exige um veredicto. Vol 2. Editora Candeia, p.522.
10 Ibid., p.526.
11 Ibid., p.526.
12 Ibid., p.528.
13 Paul Tillich nasceu em 20 de agosto de 1886, em Starzeddel, na Prússia Oriental, perto de Guben. Foi um teólogo-filósofo e representante do existencialismo religioso.